O Brasil registrou em 2024 a menor taxa de homicídios de toda a sua série histórica, com uma queda de 6,9% em relação ao ano anterior. Os dados do Atlas da Violência, divulgados nesta terça-feira (26), mostram que o país contabilizou 42.590 assassinatos. A redução histórica não é fruto de repressão policial ou do armamento civil defendido pela extrema direita, mas o reflexo direto da retomada das políticas de distribuição de renda e valorização do salário mínimo pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Quando o Estado garante comida na mesa, emprego formal e assistência social, a base material que empurra a juventude periférica para a criminalidade enfraquece. O investimento na classe trabalhadora prova ser a política de segurança pública mais eficiente já aplicada no país. A queda de 33,4% na taxa nacional ao longo da última década coincide com os períodos de maior expansão da rede de proteção social.

Arte: FLIA
Ocultação de dados e a desigualdade persistente
Apesar do avanço macroeconômico, a herança da desigualdade estrutural ainda cobra seu preço. O coordenador do Atlas da Violência e pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Daniel Cerqueira, alerta para a subnotificação. Segundo ele, das 17.207 mortes violentas sem causa determinada em 2024, mais de 7 mil foram homicídios ocultos. O pesquisador explica que “o modelo acha, probabilisticamente, padrões de letalidade (homicídio ou não homicídio), olhando as características das vítimas e das situações em que aconteceram os fatos”.
Cerqueira aponta que o Brasil vive uma transição onde a queda de homicídios convive com a manutenção das desigualdades que afetam minorias. A falta de integração entre saúde e polícia mascara a violência real nos estados.
A resposta socialista para a segurança pública
O contraste regional reforça a tese. O Amapá foi o único estado com aumento expressivo da taxa de homicídios, saltando 30,2%. Onde o Estado falha em prover infraestrutura e renda, a violência ocupa o vácuo.
Os números do Atlas da Violência desmentem a narrativa punitivista. A verdadeira pacificação das periferias e dos centros urbanos não nasce do caveirão ou do encarceramento em massa, mas da carteira assinada e do prato cheio. A política econômica do governo Lula, ao focar na base da pirâmide, salva mais vidas do que qualquer operação policial.






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