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Pleno emprego no Brasil: desemprego cai para 5,4% e salário mínimo em dólares cresce 63%. Foto: FLIA (Imagem gerada por IA)
ECONOMIA

Desemprego cai para 5,4% e renda cresce

Salário mínimo em dólares cresce 63% e inflação cede

A economia brasileira segue entregando números que a direita se recusa a enxergar. A taxa de desocupação caiu para 5,4% no trimestre encerrado em junho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São 700 mil pessoas a mais trabalhando em relação ao trimestre anterior. O rendimento real dos trabalhadores foi estimado em R$ 3.738, com crescimento de 2,8% frente ao mesmo período de 2025.

A população ocupada atingiu 103,1 milhões de pessoas — recorde absoluto. A massa de rendimento real habitual chegou a R$ 380,3 bilhões, um acréscimo de R$ 13,2 bilhões em relação ao ano anterior. A população desalentada caiu 14,7% no trimestre, e a subutilização da força de trabalho recuou para 12,9%.

Enquanto isso, a prévia da inflação oficial ficou em 0,06% em julho, a menor taxa mensal em mais de um ano. A alimentação no domicílio ficou 1,14% mais barata: o tomate caiu 19,95%, a batata 10,03%, o café 3,13%. No acumulado de 12 meses, a inflação está em 4,52%.

O que os números significam na vida real

O pleno emprego e os salários em alta sustentam o consumo popular. O financiamento de veículos cresceu 10,9% no primeiro semestre, o maior volume desde 2008. Os comerciais leves, carro-chefe do trabalhador autônomo, cresceram 11,9%. As motos, ferramenta de trabalho de milhões, avançaram 5,6%.

O Tesouro Direto vendeu R$ 14,76 bilhões em títulos em junho, o segundo melhor resultado da história. O dado mais revelador: 75,4% das 1,5 milhão de operações foram de até R$ 5 mil. Metade foi de até R$ 1 mil. Não é o rentista de Brasília investindo. É o trabalhador aplicando a sobra do salário.

As exportações bateram recorde histórico em junho: US$ 36,4 bilhões, crescimento de 24,8%. O superávit comercial chegou a US$ 8,8 bilhões. As reservas internacionais fecharam em US$ 367,6 bilhões.

A paridade que a direita jamais entendeu

A explicação para esse cenário está na Paridade do Poder de Compra (PPP). Em 2019, o salário mínimo brasileiro valia, em dólares, US$ 193,41. Em 2026, vale US$ 315,91. Um crescimento de 63,3%. Não é inflação. Não é artifício contábil. É a consequência direta de uma política econômica que escolheu valorizar o trabalho como motor do desenvolvimento.

Entre 2012 e 2019, o salário mínimo em reais cresceu 60%, mas em dólares despencou 39%. O brasileiro ganhava mais reais e comprava menos. A virada começa em 2023, com a política de valorização real do mínimo, com reajuste acima da inflação e reposição de perdas acumuladas. Em quatro anos, o salário mínimo em dólares cresceu 29%. Em relação ao fundo do poço de 2019, cresceu 63%.

O salário médio do trabalhador brasileiro atingiu R$ 3.722 no primeiro trimestre de 2026, o maior valor desde o início da PNAD Contínua, em 2012. A massa de rendimentos chegou a R$ 374,8 bilhões mensais, aumento real de 7,1% em um ano. A aviação civil registrou 65,2 milhões de passageiros no primeiro semestre. A Bolsa rompeu 175 mil pontos. O IDH entrou no grupo de muito alto desenvolvimento humano.

O efeito multiplicador que a Faria Lima ignora

Cada real a mais no salário mínimo vira dois reais na economia, porque o dinheiro que chega à base circula, não estagna. O trabalhador compra comida, e o supermercado contrata repositor. Compra passagem, e a companhia aérea contrata comissário. Coloca o filho na escola, e a escola contrata professor.

A direita grita que o país vai mal. Os números dizem o contrário. O trabalhador não lê editorial. Ele compra carro. A Faria Lima chora. A Bloomberg se engasga. Mas os dados do IBGE, da ANAC, do PNUD e do Banco Central não mentem: o desemprego caiu para o menor nível da história, o salário médio bateu recorde, a massa salarial bateu recorde, e o trabalhador brasileiro voltou a viver com dignidade.

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