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BRASIL

Frente Livre apoia Lula e declara guerra ao neofascismo

EDITORIAL - Entenda como eles ameaçam o povo brasileiro

A campanha eleitoral de 2026 começa oficialmente hoje. E a Frente Livre não tem ambiguidade: apoiamos abertamente a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição. Não apoiamos por acaso. A Frente Livre nasceu em 2024, como Portal da Resistência Democrática, para dar voz às demandas sociais e políticas do Brasil que vinha sofrera, entre 2016 e 2022, um ataque conservador com viés autoritário, misógino, homofóbico, machista e violento. Nascemos para combater o neofascismo brasileiro, chamado bolsonarismo. Nossa existência é resposta a ele. Nosso compromisso é derrotá-lo.

Neste domingo (16), Lula abriu sua sétima campanha presidencial no Estádio 1º de Maio, a histórica Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP). O mesmo local onde, em 1979, liderou as greves dos metalúrgicos do ABC que desafiaram a ditadura militar. Disse:

“Enquanto for vivo, não vou parar de lutar e nem deixar que a direita volte a governar o país”.

Lembrou que a direita “é responsável pela morte de 400 mil pessoas na Covid por irresponsabilidade com a vacina”. Defendeu a soberania nacional, os minerais estratégicos, o Pix, a indústria nacional. Propôs criar o Ministério da Segurança Pública. Falou às mulheres:

“Não abaixem a cabeça nunca, porque nós homens precisamos aprender a respeitar vocês”.

Foi emoção, memória e projeto de futuro.

Do outro lado, o espetáculo da decomposição. Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lançou sua candidatura na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, em um ato esvaziado que não chegou a 10% do público de Lula em São Bernardo. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não compareceu. O pastor Silas Malafaia mandou um áudio e ficou em casa. A esposa de Flávio, Fernanda, escreveu nas costas dele, com batom, “o Brasil vai vencer”. O vice, Alfredo Gaspar, é acusado de corrupção e estupro de uma menina de 13 anos. Flávio o defendeu dizendo que foi “vítima de uma das maiores fake news que o país viu”. Enquanto o hino brasileiro era executado, uma bandeira dos Estados Unidos foi erguida perto do candidato. É a imagem que define a candidatura: bandeira alheia, hino que não é deles, país que querem entregar.

As quatro cabeças da hidra

A extrema direita vem para esta eleição com pelo menos quatro candidaturas orgânicas: Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). Todas infeccionadas pelo mesmo vírus: violência política, retrocesso econômico e social, preconceito, machismo, homofobia, racismo, misoginia, negação dos direitos das minorias e do conhecimento científico. Uso da mentira como método. Baixaria como forma de linguagem. E, acima de tudo, entreguismo da soberania nacional aos Estados Unidos.

O TSE determinou neste domingo, por cinco votos a dois, a remoção de um vídeo publicado por Flávio Bolsonaro que associava Lula ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV). É a mentira como método. É a baixaria como linguagem. Apenas André Mendonça e Nunes Marques, ambos postos onde estão por Jair Bolsonaro, o golpista condenado, votaram contra a retirada. O tribunal também determinou que a rede social X removesse a publicação. Flávio não tem proposta. Tem fake news.

A interferência estrangeira

Os Estados Unidos já estão interferindo nas eleições brasileiras. O tarifaço de 25% sobre exportações brasileiras, articulado pela família Bolsonaro junto ao governo Donald Trump, atinge US$ 6,6 bilhões em exportações. A manipulação algorítmica das redes sociais esconde o conteúdo produzido pelo campo progressista e amplifica o do campo conservador. Não é nenhuma novidade. Aconteceu nos últimos dois anos nas eleições presidenciais de todos os países da América Latina.

O Financial Times revelou que Trump considera aplicar novas sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A alegação é “liberdade de expressão”. A intenção é ingerência direta no processo eleitoral.

O governo Lula e o Itamaraty consideram que a intromissão da Casa Branca para favorecer Flávio Bolsonaro já é uma realidade. Estimam que, nas próximas semanas, as ações de Washington vão se multiplicar. Não é paranoia. É geopolítica.

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O petróleo que mudou tudo

A descoberta de hidrocarbonetos na bacia da Foz do Amazonas, no Amapá, elevou drasticamente o interesse geopolítico dos EUA no Brasil. A Petrobras encontrou petróleo em águas ultraprofundas a 175 quilômetros da costa amapaense. O governo federal projeta potencial de até 41 bilhões de barris na Margem Equatorial. A Guiana, país vizinho na mesma bacia geológica, descobriu mais de 11 bilhões de barris e viu seu PIB crescer 43% em 2024. O petróleo brasileiro pode ser maior que o pré-sal.

Isso muda tudo. A guerra do Irã elevou o preço global do petróleo e vem gerando instabilidade política e econômica dentro dos EUA. Trump precisa de petróleo barato. E o petróleo brasileiro está aí, descoberto por uma empresa pública, sob um governo que defende a soberania nacional. A extrema direita brasileira, com sua bandeira americana em Copacabana, é o veículo perfeito para entregar essa riqueza. Flávio Bolsonaro já enviou carta a Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, pedindo adiamento das tarifas para depois das eleições. Eduardo Bolsonaro articula em Washington. O tarifaço é arma eleitoral com patrocínio americano.

Frente Livre apoia Lula

A bandeira dos EUA triunfou no esvaziado lançamento da principal campanha neofascista no Brasil. Foto: Reprodução Redes Sociais

Frente Livre apoia Lula

A bandeira brasileira, e nenhuma outra mais, dominou o lançamento da campanha do presidente Lula na Vila Euclides. Foto: Ricardo Stuckert

A escolha

A Frente Livre nasceu para combater o bolsonarismo. Nascemos do manifesto que diz: “Fascista não merece cafezinho. Nem debate com isentão”. Não dialogamos com quem nega vacina, chora por ditadura ou acha que índio é obstáculo ao progresso. Nosso diálogo é com as ruas: com as mães de favela, com os LGBTQIA+ que transformam dor em arte, com os povos originários que protegem a Amazônia.

Apoiamos Lula porque ele representa o projeto que opõe ao neofascismo. Não é apoio cego. É apoio crítico, comprometido com a verdade e a justiça social. Lula reduziu a Selic, controlou a inflação, retomou o PAC, perdoou dívidas estudantis, abriu novos campi, reconstruiu o Minha Casa Minha Vida. Encontrou petróleo no Amapá. Defendeu os minerais estratégicos. Disse a Trump: “Não se meta”.

A escolha em 2026 é entre um Brasil soberano, que investe em seu povo, e um Brasil entregue, que serve ao capital estrangeiro. Entre a Vila Euclides, onde trabalhadores desafiaram a ditadura, e Copacabana, onde uma bandeira americana foi erguida durante o hino nacional. Entre a verdade e a mentira. Entre a democracia e o fascismo.

A Frente Livre está com Lula. Está com o povo. E não dará um passo atrás.

 

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