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ECONOMIA

Juros brasileiros devem chegar ao maior patamar em 18 anos

Enquanto Copom decide nova alta, trabalhadores mostram a conta: R$ 1 tri em juros em 2024 = 2x todo o orçamento social do país

O Comitê de Política Monetária (Copom) inicia nesta terça-feira (6) reunião que deve culminar na elevação da taxa Selic para 14,75% ao ano, conforme projeção do mercado financeiro. O possível novo aumento – que levaria os juros ao maior nível em 18 anos – ocorre paralelamente a protestos convocados por centrais sindicais em São Paulo, que denunciam o impacto da política monetária na estagnação econômica e no arrocho salarial.

O protesto das centrais sindicais acontecerá em frente à sede paulista da autarquia nesta terça-feira (6), às 10h, denunciando o que chamam de “política econômica suicida”. Segundo cálculos das entidades, os R$ 1 trilhão anuais destinados ao pagamento de juros poderiam financiar quatro vezes o orçamento atual da saúde pública brasileira, evidenciando o peso do sistema financeiro sobre a economia produtiva.

1. Os Números da Crise

  • Custo da dívida: R$ 1 trilhão em juros em 2024 (equivalente a 2x Saúde+Educação+Bolsa Família)
  • Paralelo histórico:
    • 1980-2024: Salário mínimo perdeu 72% do poder de compra
    • Indústria: Representa hoje 11% do PIB, ante 27% nos anos 80

2. A Crítica Estrutural

  • Carlos Pereira (PCdoB):
    • “Juros altos são instrumento colonial para transferir riqueza ao exterior”
    • “Estado brasileiro atua como garante do rentismo, não do desenvolvimento”
    • Dados: Mercado financeiro global (US$ 660 tri) é 6x maior que economia real mundial

[DETALHES]

Comparativo Internacional

País Juros Básicos Cresc. Industrial (2024)
Brasil 14,75% (prev.) -1,2%
China 3,45% +6,1%
EUA 5,25% +2,3%

Protestos Programados

  • Onde: Sede do BC em SP (Av. Paulista)
  • Quando: Terça (6), 10h
  • Reivindicações:
    • Redução imediata da Selic
    • Fim do “superávit primário”
    • Política industrial soberana

[O LIVRO QUE INCOMODA]

“Produção vs. Rentismo” (Carlos Pereira)

  • Tese central: Aliança trabalhadores-empresários pela reindustrialização
  • Dados chocantes:
    • Cada 1% de juros extra corta R$ 30 bi em investimentos produtivos
    • Indústria brasileira opera com 50% da capacidade ociosa
  • Patrocínio: CTB + CNI – rara convergência entre movimento sindical e indústria

Comparativo Internacional de Juros

País Taxa Básica Cresc. Industrial (2024) Relação Dívida/PIB
Brasil 14,75%* -1,2% 75%
China 3,45% +6,1% 48%
Alemanha 4,25% +0,7% 59%

* Projeção para decisão do Copom

Consequências Práticas

  • Cada 1% de aumento na Selic reduz R$ 30 bi em investimentos produtivos
  • Indústria nacional opera com 50% de capacidade ociosa
  • Salário mínimo perdeu 72% do poder de compra desde 1980

Fonte: Portal Vermelho

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