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ECONOMIA

BRICS dá mais um passo para substituir dólar como moeda mundial

Avanço de um sistema de pagamentos alternativo ao swift sinaliza uma nova era para a soberania econômica dos países, que se livrariam do imperialismo dos EUA

Durante a recente 17ª Cúpula do BRICS no Rio de Janeiro, um movimento audacioso ganhou força: a discussão sobre a criação de um sistema de pagamentos que desafia o hegemonia do SWIFT, a principal rede global. Essa iniciativa não é apenas uma tecnicalidade financeira; é um passo concreto na luta pela autonomia do Sul Global e pela construção de um mundo mais justo e equitativo.

Emancipação financeira e direitos coletivos

A proposta, parte da iniciativa de pagamentos transfronteiriços do BRICS, visa transações mais acessíveis, rápidas e, crucialmente, independentes. Longe de ser um mero arranjo bancário, é uma estratégia vital para reduzir a dependência de plataformas controladas por potências do Norte, que frequentemente utilizam o sistema financeiro como ferramenta de coerção política e sanções unilaterais. Para quem anseia por um ambiente coletivo melhor, isso significa maior blindagem e soberania para as nações.


O relatório técnico da força-tarefa de pagamentos do BRICS, saudado na cúpula dos chefes de estado, aponta caminhos para garantir a interoperabilidade entre os sistemas financeiros nacionais, fortalecendo o comércio e o investimento entre os países que buscam construir uma ordem mundial multipolar e solidária.

O banco do BRICS e a liderança de Dilma Rousseff

O novo banco de desenvolvimento (NBD), o banco do BRICS , sob a liderança estratégica de Dilma Rousseff, emerge como um pilar fundamental dessa nova arquitetura. Ele é visto como um espaço essencial para desenvolver garantias multilaterais e dar suporte institucional à plataforma de pagamentos. A declaração dos líderes reconhece o papel crucial do NDB como agente de modernização e desenvolvimento no Sul Global, apoiando sua expansão e reforçando a gestão da presidenta.


Medidas como a criação de sistemas regionais de resseguro, infraestrutura de liquidação e custódia, e o fortalecimento do arranjo contingente de reservas (CRA) complementam essa visão. Juntos, eles formam um ecossistema financeiro próprio, articulado entre os países do BRICS, eliminando a necessidade de intermediação por estruturas ocidentais.

Desdolarização: a defesa da autonomia

Trata-se de um passo decisivo no projeto de desdolarização do comércio internacional, defendido há anos e agora formalmente incorporado às prioridades do Brasil na presidência do BRICS em 2025. Este sistema busca proteger os países do bloco contra sanções unilaterais e assegurar maior autonomia monetária e financeira, elementos cruciais para a defesa da soberania nacional e dos direitos de seus povos. O apoio à ampliação do financiamento em moeda local e a iniciativa de garantia multilateral do ndb são vistos como vitais para viabilizar o novo sistema e consolidar a autonomia do BRICS.


[A GRANDE MUDANÇA]

Aspecto Modelo Atual (Swift e Dólar) Proposta BRICS (Alternativa)
Controle Centralizado e ocidental, propenso a sanções políticas. Descentralizado e colaborativo entre nações do Sul Global.
Dependência Elevada do dólar e sistemas externos. Reduzida, foco na autonomia e soberania nacional.
Impacto social Vulnerabilidade a pressões e coerção econômica. Proteção contra sanções, promoção da estabilidade e direitos coletivos.
Instituições-chave    Bancos centrais ocidentais, FMI. Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Arranjo Contingente de Reservas (CRA).
Visão geopolítica Manutenção da ordem unipolar. Construção de uma ordem multipolar e equitativa.


Fonte: Brasil de Fato

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