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ECONOMIA

Brasileiros vêem melhora na economia e ficam otimistas com o futuro

Relatório "PULSO BRASIL" revela mudança significativa na percepção econômica, com queda da negatividade e aumento da esperança

Nova pesquisa IPESPE divulgada hoje (29), o “PULSO BRASIL – Economia e Crescimento – SETEMBRO 2025”, trouxe um panorama animador sobre a percepção dos brasileiros em relação à situação econômica do país. O estudo aponta uma melhora notável na visão positiva sobre o rumo da economia e um aumento na percepção de crescimento, revertendo tendências anteriores. O país pessimista de semanas atrás aos poucos virou a chave. 

A pesquisa foi realizada no período de 19 a 22 de setembro de 2025, entrevistando 2.500 brasileiros com 16 anos ou mais, de todas as regiões do país. A metodologia utilizada foi híbrida, combinando pesquisa telefônica (CATI) e online (CAWI), garantindo uma amostra representativa do universo com cotas de sexo, idade, localidade, instrução e renda. Com uma margem de erro de 2,0 pontos percentuais para o total da amostra, o estudo oferece dados robustos para compreender as tendências da opinião pública sobre a economia brasileira. 


[Rumo da economia: percepção se mais positiva]

O dado mais expressivo da pesquisa é a melhora na visão positiva sobre o rumo da economia. A percepção de que a economia está no caminho certo subiu de 37% em julho de 2025 para 40% em setembro de 2025. Em contrapartida, a percepção negativa, de que a economia está no caminho errado, diminuiu de 58% para 54%.

Essa mudança resultou em uma redução significativa do saldo negativo, que passou de -21% em julho para -14% em setembro. Embora ainda haja um saldo negativo, a melhora de sete pontos percentuais em dois meses indica uma reversão de expectativas.

Um ponto de atenção levantado pelo cientista político Antonio Lavareda, presidente do IPESPE, no relatório é que “esquerda e direita têm leituras simetricamente opostas nessa questão. A disputa de narrativas deve se dar no eleitorado do centro”.

De fato, a pesquisa mostra que 88% dos eleitores de esquerda acreditam que a economia está no caminho certo, enquanto 88% dos eleitores de direita acreditam que está no caminho errado. O eleitorado de centro, por sua vez, se divide entre os 21% que vêem a economia no caminho certo e 73% no caminho errado. A classe média, em particular, mostra-se mais pessimista, com 56% considerando o caminho errado.

[Percepção do crescimento: otimismo supera o retrocesso]

A percepção de que a economia do Brasil está crescendo também registrou um aumento, passando de 35% em julho para 38% em setembro. Pela primeira vez, o contingente que enxerga melhora (38%) ultrapassou o que observa retrocesso (36% afirmam que a economia está “andando para trás”).

O saldo, que era negativo em -4% em julho, tornou-se positivo em +2% em setembro, reforçando a tendência de otimismo.

Interessantemente, a opinião de que a economia está crescendo é maior nos extremos sociais: 40% entre os pobres e 43% entre os ricos, enquanto na classe média esse percentual é de 37%. No entanto, 60% da população total ainda acredita que a economia do país está “andando para trás” (36%) ou está “parada” (24%).

Antonio Lavareda ressalta a importância desse tema, afirmando que “o debate sobre a economia terá centralidade na eleição do próximo ano. Para ganhar a eleição o Governo precisará fazer um grande esforço para que a leitura negativa não se consolide antes mesmo da campanha.” Isso sublinha a necessidade de uma comunicação eficaz e de resultados concretos para influenciar a percepção pública.

[Perfis da amostra: um retrato do brasileiro]

A pesquisa do IPESPE também detalha o perfil demográfico dos 2.500 entrevistados, o que é fundamental para contextualizar os resultados:

  • Sexo: 53% Feminino, 47% Masculino
  • Idade: 16 a 24 anos (14%), 25 a 44 anos (41%), 45 a 59 anos (25%), 60 anos ou mais (20%)
  • Instrução: Até Fundamental (38%), Ensino Médio (39%), Superior (23%)
  • Renda Familiar: Até 2 Salários Mínimos (45%), De 2 a 5 Salários Mínimos (34%), Mais de 5 Salários Mínimos (21%).

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