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ECONOMIA

Em ‘operação de guerra’ contra greve, Correios pega empréstimo de R$ 12 bi

Empréstimo bilionário é visto como um "cofre de guerra" para dar à estatal o poder de fogo necessário para contornar a paralisação e normalizar as entregas no país

Em um movimento que sinaliza uma escalada na queda de braço com os grevistas, o governo federal oficializou, em uma edição extra do Diário Oficial da União neste sábado (27), a liberação de um empréstimo de R$ 12 bilhões para os Correios. A operação, aprovada pelo Tesouro Nacional no dia 18 – data em que a greve da categoria foi deflagrada -, é vista nos bastidores como uma verdadeira “operação de guerra”: uma injeção de capital para dar à estatal o fôlego e os recursos necessários para quebrar o impasse da paralisação que já causa o caos logístico no país.

A greve dos trabalhadores dos Correios, iniciada em 18 de dezembro, atinge o auge do período de festas, com milhões de encomendas paradas e um prejuízo incalculável para o e-commerce. Diante da paralisação, a liberação do empréstimo bilionário funciona como um “cofre de guerra”, permitindo que a direção da empresa adote medidas de contingência em larga escala, como a contratação emergencial de transportadoras privadas e a implementação de uma logística alternativa para retomar as entregas.



O poder de fogo do empréstimo

O dinheiro, emprestado por um consórcio de grandes bancos (Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa), dá à diretoria dos Correios um poder de barganha e de ação que ela não tinha até agora. Embora a justificativa oficial seja a “reestruturação econômico-financeira” da estatal, a publicação da liberação em um sábado, no auge da crise, deixa clara a intenção imediata: resolver o problema da greve, seja pela força financeira, seja pela pressão na mesa de negociação.

O empréstimo tem condições favoráveis, com prazo de 15 anos e juros abaixo do teto normalmente exigido pelo Tesouro, o que evidencia a urgência e a prioridade que o governo deu à operação. Os recursos podem ser usados para capital de giro e investimentos, o que, na prática, significa que há carta branca para financiar qualquer operação necessária para furar o bloqueio dos grevistas.

Enquanto os trabalhadores cruzam os braços por reajustes e melhores condições, o governo responde abrindo os cofres. A mensagem é clara: o Palácio do Planalto não vai assistir passivamente ao colapso do sistema de entregas do país e está disposto a pagar um preço alto, R$ 12 bilhões, para garantir que as encomendas voltem a circular, com ou sem o fim da greve.

Fonte: Com informações da Agência Brasil

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