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ECONOMIA

Justiça protege empresas e trava mudança no vale-refeição

Trabalhador perde direito de escolher onde usar benefício para garantir lucro de operadoras

O que o Frente Livre alertou em novembro de 2025 acaba de se confirmar nos tribunais. A Pluxee obteve nesta terça (27) liminar na Justiça para não ser obrigada a seguir as novas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), que prometiam trazer portabilidade e liberdade de escolha para o trabalhador brasileiro a partir deste ano.

A companhia soma-se à Ticket e à VR, outras grandes empresas do setor, que haviam obtido liminares semelhantes.

A decisão, noticiada nesta semana, suspende a obrigatoriedade da chamada “interoperabilidade” — o sistema que permitiria ao funcionário usar seu cartão de vale-refeição em qualquer maquininha, quebrando o monopólio das grandes bandeiras tradicionais.

O Roteiro do Atraso

Em novembro passado, nossa reportagem já denunciava a movimentação de bastidores das gigantes do setor. Enquanto o governo vendia a portabilidade como uma conquista iminente, o mercado alertava para o “vácuo jurídico”. As grandes operadoras argumentavam que o Banco Central e o Ministério do Trabalho não haviam definido quem pagaria a conta das taxas de interconexão.

Agora, esse argumento técnico virou a arma perfeita. As liminares estão sendo concedidas justamente sob a justificativa de que o governo não regulamentou como a portabilidade vai funcionar na prática.

Quem Perde?

O resultado é a manutenção do status quo.

  1. O Trabalhador: Continua sem poder escolher onde gastar seu benefício ou qual cartão usar.
  2. Os Restaurantes: Continuam reféns das taxas altas cobradas pelas grandes operadoras para aceitar seus “vouchers”.
  3. A Concorrência: As fintechs e novas empresas, que apostavam na abertura do mercado para oferecer taxas menores, veem a porta se fechar via judicialização.

O “apagão regulatório” que o Frente Livre apontou há dois meses agora cobra seu preço: a modernização do PAT está paralisada, e a guerra bilionária dos tickets vai se arrastar nos tribunais, longe do prato do trabalhador.

Fonte: Com informações da Agência Brasil

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