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CPI do Crime Organizado Banco Master
Familiares de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes serão chamados à CPI do Crime Organizado no Senado. Fotos: Wikipedia
ECONOMIA

CPI do Crime mira famílias de Moraes e Toffoli

Esposa e irmãos de ministros do STF serão chamados

A blindagem do Judiciário no maior escândalo financeiro do país começou a ruir no Senado. O caso do Banco Master foi oficialmente absorvido pela CPI do Crime Organizado. A manobra, confirmada pelo relator Alessandro Vieira (MDB-SE), coloca na mira das investigações as conexões financeiras da instituição com familiares de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Nesse novo cenário, a comissão não esperará pela criação de um colegiado exclusivo. Portanto, as primeiras convocações já miram o topo da pirâmide: Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, e os irmãos do ministro Dias Toffoli.


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O Cerco ao STF

A justificativa para as convocações é técnica e explosiva. Segundo o relator, há indícios de que o Banco Master operou esquemas de lavagem de dinheiro para empresas ligadas ao crime organizado. Consequentemente, a CPI quer esclarecer contratos suspeitos.

Viviane Barci de Moraes foi citada devido a um contrato de R$ 129 milhões com o banco de Daniel Vorcaro. Já os irmãos de Dias Toffoli terão que explicar a venda de participações em um resort para fundos ligados à mesma instituição financeira, operados pelo pastor Fabiano Zettel, da Igreja Lagoinha, maior financiador individual das campanhas do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e do ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2022.

Reação e Tensão

O clima em Brasília é de guerra aberta. Nas últimas 24 horas, o ministro Alexandre de Moraes negou veementemente uma reportagem do portal Metrópoles que o colocava em um encontro com o ex-presidente do BRB na mansão de Vorcaro. Em nota, o STF classificou a notícia como “padrão criminoso de ataques”.

Por outro lado, o ministro Dias Toffoli decidiu redistribuir para a primeira instância processos do Banco Master que estavam sob sua tutela, em um movimento visto como tentativa de reduzir a pressão sobre a Corte.

BRB Sangra e PF age no Amapá

Enquanto a CPI avança, o mercado reage ao colapso. O Banco de Brasília (BRB), na tentativa desesperada de fazer caixa, vendeu R$ 5 bilhões em ativos (crédito consignado e FGTS) nas últimas horas. A medida visa estancar a crise de liquidez gerada pela associação com o Master.

Paralelamente, a Polícia Federal deflagrou a Operação Zona Cinzenta no Amapá. O alvo é um investimento de R$ 400 milhões da Amapá Previdência (Amprev) em papéis do Master. Vale destacar que o presidente da Amprev, Jocildo Silva Lemos, é indicado do senador Davi Alcolumbre, o que abre mais uma frente de desgaste político no Senado.

CVM Entra no Caso

Por fim, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) anunciou a criação de um grupo de trabalho para passar um pente-fino nas operações do Master e da gestora Reag. O relatório deve sair em três semanas.

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