Dólar
R$ 4.96 Desceu
Euro
5.804 Desceu
Brasília
26°C 26°C 17°C

Explore Mais

Colunas exclusivas e conteúdos especiais

dinheiro vivo do bolsonarismo
R$ 2,7 milhões sacados na boca do caixa, no Centro do Recife, pelo grupo que chegara a cidade de jatinho. Foto: Polícia Federal
BRASIL

No Recife, mais uma do bolsonarismo com dinheiro vivo

PF prendeu quatro homens após saque de R$ 2,7 milhões em agência

A Polícia Federal prendeu em flagrante quatro homens no Recife após a apreensão de R$ 2,7 milhões em dinheiro vivo retirados de uma agência bancária no centro da capital pernambucana. Entre os detidos está um assessor do deputado federal Vinicius Carvalho (PL-SP), que, segundo a investigação, fazia a segurança do grupo no momento da abordagem.

A operação ocorreu na sexta-feira (20), depois do saque de exatos R$ 2.733.000,00. A PF informou que um dos suspeitos retirou o valor e faria a entrega aos outros três envolvidos. Os presos chegaram ao Recife em um jato particular. Presos, foram levados à sede da corporação, onde acabaram autuados por lavagem de capitais. A investigação continua para apurar a origem dos recursos.

Dinheiro vivo e blindagem política

O caso não pode ser lido como episódio isolado. Ele se soma a uma prática recorrente no bolsonarismo: o uso de dinheiro vivo para operações de grande porte, em contraste com a moralidade de fachada que o grupo tenta vender publicamente. Bolsonaro comprou 51 imóveis usando dinheiro vivo entre 1990 e 2018. Na época, sua ocupação era cumprir mandatos de deputado federal. Movimentou R$ 13,5 milhões em notas de reais.

Outro caso emblemático foi o do deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), líder do PL e mão política do pastor Silas Malafaia. Numa operação sobre corrupção na Câmara dos Deputados, a Polícia Federal flagrou em dezembro do ano passado R$ 469,7 mil em notas de cem reais guardados numa sacola no apartamento do parlamentar. Ele levou muitos dias para tentar explicar de onde veio o dinheiro. Até hoje não conseguiu convencer a licitude.

Quando esse padrão aparece de novo em torno de um assessor de parlamentar do PL, o que se vê é uma cultura política que naturaliza o caixa paralelo, a opacidade e a blindagem de aliados.

O caso e a engrenagem bolsonarista

Vinicius Rapozo de Carvalho, deputado federal por São Paulo, deixou o Republicanos e ingressou no PL em março, junto da ala evangélica e bolsonarista. Ele já foi relator de mudanças no sistema de proteção social das Forças Armadas e apareceu entre os parlamentares que mais gastaram com viagens em 2024.

dinheiro vivo do bolsonarismo

Vinicius Rapozo de Carvalho (PL-SP): assessor fazia a segurança do grupo. Foto: Câmara dos Deputados

A apreensão no Recife expõe mais do que um possível crime financeiro. Ela escancara a engrenagem de poder que cerca o bolsonarismo, onde dinheiro vivo, jato particular, assessor armado e suspeita de lavagem aparecem no mesmo quadro. É o retrato de um campo político que opera com ares de moralismo, mas deixa um rastro de espécie, favorecimento e opacidade.

A PF ainda não divulgou os nomes dos presos nem detalhou a relação entre eles. Mas o que já se sabe é suficiente para recolocar o debate no seu lugar: não se trata apenas de um caso policial, e sim de um padrão político que volta e meia reaparece no entorno do bolsonarismo.


Sobre o assunto
> Mala cheia de dinheiro derruba prefeito bolsonarista
>> Bolsonarista renuncia após flagrante com dinheiro

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Final da página
WhatsApp

Frente LIVRE

Normalmente responde dentro de uma hora
Frente LIVRE

Olá 👋

Fale com o ciberporto da esquerda popular ✊💡

20:57