O vice-presidente Geraldo Alckmin entregou neste sábado (20) a primeira fase da extensão da Malha Norte, em Dom Aquino, Mato Grosso. São 162 quilômetros de ferrovia e um novo terminal com capacidade para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano, conectando as regiões produtoras do estado ao Porto de Santos.
Alckmin foi enfático ao defender a expansão ferroviária como peça-chave para o crescimento nacional.
“Vamos precisar de muita ferrovia para transportar o desenvolvimento do Brasil. A ferrovia é só 20% da matriz de transporte do Brasil. A nossa meta é chegar a 35%”, afirmou.
O trecho inaugurado integra a Ferrovia Estadual de Mato Grosso (FMT), projeto que prevê mais de 743 quilômetros entre Rondonópolis e Lucas do Rio Verde.
“Esta é a maior obra ferroviária privada do país”, destacou o vice-presidente.
Os investimentos somam mais de 5 bilhões de reais, viabilizados por financiamento da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) e de debêntures do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Alckmin também anunciou que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deve elevar a mistura de etanol na gasolina de 30% para 32% na próxima quarta-feira.
“Com isso, ajuda a gasolina a ficar mais barata, emite menos, polui menos o meio ambiente e estimula a agricultura e a agroindústria”, disse.
O trilho do desenvolvimento
Entre 2023 e 2025, os investimentos totais em infraestrutura ferroviária no país somaram 30,54 bilhões de reais, impulsionados pelo Novo PAC.
“Não há nada mais ambientalmente correto do que ferrovia. Reduz emissão de carbono, diminui acidentes, reduz Custo Brasil, melhora a competitividade e o país cresce mais, gera mais emprego e mais renda”, afirmou o vice-presidente.
Para a classe trabalhadora, a expansão dos trilhos representa a possibilidade concreta de alimentos mais baratos e um transporte de cargas mais seguro. O Brasil bateu recorde de exportações em 2025, com 349 bilhões de dólares, sendo 162 bilhões do agronegócio.
“Com melhor logística, vai melhorar a nossa competitividade”, concluiu Alckmin.
A obra integra o Novo PAC e simboliza a retomada do planejamento estratégico. Enquanto governos anteriores sucatearam a malha ferroviária, o governo Lula investe na expansão dos trilhos como ferramenta de desenvolvimento soberano e redução das desigualdades regionais.





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