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Flávio Bolsonaro, com uma camiseta que soa como piada, e Karina Gama, a caixa que recebeu dinheiro tanto de Vorcaro quanto da Prefeitura de São Paulo.
BRASIL

Teia de corrupção liga Nunes, Master e Bolsonaro

Operação expõe elo entre prefeitura, banqueiro e propaganda

A teia de corrupção da extrema direita liga o desvio de dinheiro da periferia de São Paulo ao escândalo do Banco Master e à traição da soberania nacional. A Operação Wi-Fi, deflagrada nesta segunda-feira (1º), expôs de forma definitiva que a máquina de propaganda bolsonarista opera como um aspirador de recursos públicos e privados. O elo de toda essa sujeira atende pelo nome de “Dark Horse”, o filme chapa-branca produzido exclusivamente para exaltar a figura do ex-presidente golpista condenado Jair Bolsonaro.

A Polícia Civil paulista investiga o Instituto Conhecer Brasil (ICB), que abocanhou um contrato que saltou para R$ 157 milhões na gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB). O objetivo oficial era instalar internet gratuita em bairros pobres da capital. A ONG é presidida por Karina Ferreira da Gama, que também é dona da produtora do filme bolsonarista. As autoridades policiais apontam fraude na licitação e desvio sistemático de verbas. Na prática, o dinheiro que deveria garantir inclusão digital para a classe trabalhadora pode ter financiado a propaganda neofascista.

O elo entre a prefeitura e o banqueiro corrupto

O buraco financeiro do “Dark Horse” é ainda mais profundo e criminoso. Esse mesmo filme foi bancado com R$ 61 milhões do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso depois de descoberto o esquema de fraudes bilionárias do Banco Master. Mensagens vazadas revelaram que o senador Flávio Bolsonaro (PL), que o chamava de “irmão”, atuou como uma espécie de co-produtor do tal filme, exigindo pessoalmente repasses milionários de Vorcaro para a produtora de Karina Gama. A empresa investigada hoje em São Paulo é o ponto de encontro exato entre o cofre da prefeitura de Nunes e o esquema financeiro do Master.

Traição à pátria como cortina de fumaça

Quando a relação promíscua com o banqueiro corrupto veio à tona, o clã Bolsonaro entrou em pânico absoluto. Como a Frente Livre já denunciou, Flávio e Eduardo Bolsonaro correram aos Estados Unidos para articular uma traição histórica. Eles fustigaram o governo de Donald Trump a classificar facções brasileiras como organizações terroristas, abrindo brecha direta para a intervenção da CIA e sanções econômicas severas contra o Brasil. A entrega da soberania nacional foi apenas uma cortina de fumaça desesperada para abafar o escândalo do filme e do Banco Master.

Agora, com a polícia batendo à porta da produtora, Ricardo Nunes chora alegando “perseguição política”. O prefeito tenta esconder do público que a investigação é conduzida pela Polícia Civil subordinada a Tarcísio de Freitas, seu maior aliado bolsonarista. A teia do “Dark Horse” prova que o patriotismo da direita serve apenas para saquear o Estado e proteger seus financiadores.

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