Governo estuda adotar ônibus gratuito no Brasil

Estudo encomendado por Lula tenta viabilizar Tarifa Zero

Por Com informações da Agência Brasil
Ônibus gratuito no Brasil
Ministro Jader Filho, das Cidades, estuda adoção da gratuidade do transporte públicao no Brasil. Foto: Fábio Rodrigues-Pozzembon/Agência Brasil

O governo federal avalia a viabilidade de implementar a Tarifa Zero no transporte público em todo o Brasil. A confirmação foi feita nesta terça-feira (24) pelo ministro das Cidades, Jader Filho. A iniciativa surge como resposta à crise estrutural do setor, que sobrecarrega o passageiro e não entrega a qualidade necessária nas frotas urbanas.

Para o ministro, o formato atual de financiamento do transporte entrou em colapso. “O modelo que está posto, no qual o cidadão tem que pagar por toda a tarifa, está falido. Este modelo não funciona mais, e não só no Brasil, mas no mundo”, cravou Filho.

A pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Ministério da Fazenda, comandado por Fernando Haddad, elabora um estudo aprofundado para mapear os custos dessa transição. O principal desafio da equipe econômica é descobrir a origem dos recursos públicos necessários para bancar a gratuidade universal. Como a gestão do transporte é descentralizada, qualquer mudança exigirá uma repactuação financeira complexa com prefeituras e governos estaduais.

Mudança na lei

Enquanto o Executivo faz as contas, o Congresso Nacional avança na criação de um novo marco legal para o setor. A Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência para o Projeto de Lei nº 3278/21, que institui uma rede única e integrada de transporte público coletivo. O texto já passou pelo Senado e aguarda votação no plenário da Câmara.

A principal inovação da proposta, relatada pelo deputado federal José Priante (MDB-PA), é a separação entre a tarifa cobrada do passageiro e a remuneração paga às empresas de ônibus.

Pelo novo formato, as concessionárias receberão com base no cumprimento de metas de desempenho e qualidade, evitando que o usuário banque custos operacionais ineficientes de forma direta. O projeto também abre brecha legal para o uso de recursos orçamentários da União no custeio de gratuidades e na transição energética da frota nacional.

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