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Toffoli avião de Vorcaro
Registros da ANAC revelam Dias Toffoli no jatinho de uma empresa de Daniel Vorcaro, do Banco Master. Foto: STF
ECONOMIA

Senado sob pressão para julgar Dias Toffoli

Oposição cobra ação de Pacheco; protestos marcados para 1º de março

A revelação das mensagens entre o ministro Dias Toffoli e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, transformou a pressão sobre o magistrado em uma ofensiva formal no Congresso. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) já é alvo de dez pedidos de impeachment no Senado. Desses, quatro foram protocolados apenas em 2026, tendo como foco central as suspeitas de corrupção e tráfico de influência no caso do banco.

A investida mais recente partiu do partido Novo, na última quinta-feira (12). O líder da legenda, deputado Marcel Van Hattem (RS), subiu o tom e convocou a sociedade a pressionar o Parlamento, argumentando que as instituições falharam em agir espontaneamente diante das evidências apontadas pela Polícia Federal.

“O Senado da República não tem mais como ficar calado diante do que está acontecendo, o Senado precisa agir porque é corresponsável”, cobrou o senador Eduardo Girão (Novo-CE), indicando que a estratégia da oposição será constranger o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, a pautar o tema.

O histórico de acusações

O Caso Master é apenas a ponta do iceberg nos pedidos de destituição de Toffoli. O acervo de denúncias contra o ministro inclui:

  • Conflito de interesses: A suposta parcialidade em julgamentos da JBS, empresa defendida pelo escritório de sua ex-esposa.
  • Caso Sergio Cabral: O voto de Toffoli pela anulação da delação do ex-governador do Rio, que citava o próprio ministro.
  • Sanções internacionais: Pedidos que citam supostas restrições impostas pelos Estados Unidos ao magistrado.

Alguns documentos são mais amplos e pedem também a cabeça de outras autoridades, como o ministro Alexandre de Moraes, o corregedor Luis Felipe Salomão (STJ), o procurador-geral Paulo Gonet e o advogado-geral da União, Jorge Messias.

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A operação abafa do Centrão

Se a pressão cresce nas ruas e na oposição, nos bastidores de Brasília a ordem é proteger Toffoli. Segundo apuração da Folha de S.Paulo, a cúpula do Congresso e líderes do Centrão operam uma blindagem para impedir que o impeachment avance. O temor é que a queda de um ministro do STF abra um precedente perigoso e desestabilize a relação entre os Poderes.

Nesta sexta-feira (13), a tropa de choque entrou em campo. A Federação União Progressista (que une PP e União Brasil) e o Solidariedade divulgaram notas de apoio ao ministro. Enquanto a federação classificou as denúncias como “narrativas que enfraquecem a democracia”, o Solidariedade falou em “linchamento moral”.

O recuo tático e as ruas

Pressionado pelas provas da PF, Toffoli deixou a relatoria do inquérito do Banco Master, que agora está nas mãos de André Mendonça. A manobra, apoiada pelos colegas de corte em reunião fechada, tentou esvaziar a crise, mas não convenceu a oposição.

Grupos políticos convocaram manifestações para o dia 1º de março em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro. A pauta unifica os alvos da direita: protestos contra o presidente Lula, Alexandre de Moraes e, agora com destaque renovado, Dias Toffoli.


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