Dólar
R$ 5.13 Subiu
Euro
5.958 Subiu
Brasília
19°C 27°C 18°C

Explore Mais

Colunas exclusivas e conteúdos especiais

Janja Renan Santos debate
A primeira dama Janja com o presidente Lula no lançamento do Pacto contra o Feminicídio: agressão de Renan Santos teve resposta na Band. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
BRASIL

Janja expõe o moleque que é Renan Santos

Primeira dama reage ao ataque e PSOL protocola notícia-crime

A primeira-dama Janja Lula da Silva divulgou nesta segunda-feira (24) uma nota oficial de repúdio ao ataque misógino do candidato Renan Santos (Missão) durante o debate presidencial da Band. O texto foi encaminhado à emissora e lido ao vivo (veja vídeo abaixo). Um advogado filiado ao PSOL protocolou notícia-crime no Ministério Público Eleitoral (MPE) contra o candidato por injúria eleitoral.

No debate deste domingo (23), Renan aproveitou a ausência do presidente Lula para atacar Janja. Disse que Lula “ou tá bêbado ou tá com a Janja” e insinuou que a companhia da esposa seria motivo de “pena”. Chamou Lula e seus eleitores de “canalhas”. Augusto Cury (Avante), que estava no palco, criticou a agressividade. Renan ignorou. Não estava ali para debater ideias. Estava ali para viralizar.

A nota de Janja na íntegra

“Diante do episódio ocorrido no debate presidencial promovido pela TV Bandeirantes na noite deste domingo, manifesto repúdio às falas do candidato Renan Santos do Missão. Situações como essa não podem ser normalizadas. O candidato atacou, de forma pessoal e depreciativa, uma mulher que não é candidata, não estava presente para se defender e não tinha qualquer relação com o tema em discussão. Insinuar que a companhia da esposa de outro presidenciável seria motivo de ‘pena’ está longe de ser uma crítica política. É mais uma maneira de deslegitimar e ridicularizar a figura da mulher, como ferramenta misógina para atacar um adversário político. Episódios como esse não são um caso isolado. Renan Santos já esteve envolvido em declarações de violência contra as mulheres e incitou dezenas de homens a cometerem um estupro coletivo. É possível visualizar um padrão de falas que normalizam o desrespeito às mulheres. Nós, mulheres, sabemos o quanto precisamos lutar para sermos ouvidas sem sermos interrompidas, desqualificadas ou atacadas. Por isso, faz-se tão necessário repreender imediatamente atos como esses, que depreciam nossas existências. Debate político é, ou deveria ser, um lugar para apresentar propostas, confrontar ideias e discutir projetos para o nosso país. Não é lugar para expor, debochar ou intimidar uma mulher, principalmente uma que nem candidata é.”

O aprendiz de Marçal

O ataque a Janja não é excesso. É método. Renan Santos inaugurou sua campanha mimetizando Pablo Marçal. Não no conteúdo. No estilo. Verborrágico, teatral, grosso, mal-educado e absolutamente vazio em termos de propostas. Levou fraldas geriátricas com os nomes de Lula e Flávio Bolsonaro para mockar a ausência dos dois. Ao lançar sua campanha, subiu ao palanque do Largo São Francisco de colete à prova de balas. Disse que vai “tingir o chão de vermelho com o sangue” dos criminosos. Terminou o comício tocando violão e gaita. O Globo o chamou de “candidato tigrinho” e “versão 2026 de Pablo Marçal”.

O MBL e o Missão montaram uma estrutura para recrutar criadores de conteúdo que produzem vídeos curtos — os chamados “cortes” — com promessa de ganhos por monetização em TikTok, Reels do Instagram e YouTube Shorts. O treinamento, divulgado pelo próprio Renan e pelo deputado federal Kim Kataguiri (Novo-SP), promete ensinar usuários a “criar cortes virais e transformar vídeos em renda”. A página anunciava ganhos mensais entre R$ 1.050 e R$ 4.850. A Resolução nº 23.610/2019 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proíbe remuneração por conteúdo eleitoral. O precedente é Marçal, declarado inelegível por 8 anos e multado em R$ 420 mil pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) por usar exatamente esse modelo.

Canal no WhatsApp

Receba notícias da Frente Livre direto no celular.

O padrão de violência

Janja tem razão. Não é caso isolado. Renan Santos tem boletim de ocorrência por estupro e violência doméstica, registrado por uma mulher em 2021. A Justiça de São Paulo negou o pedido do candidato para remover das redes sociais as publicações que mencionam o boletim. Em 2018, subiu no teto de um carro e disse: “Se não formos permitidos de entrar, a Bárbara será estuprada”. Em 2020, o Ministério Público de São Paulo denunciou Renan por tráfico de influência, fraude em licitação e corrupção na Imprensa Oficial do Estado de São Paulo (IMESP), durante o governo de seu grande aliado, João Dória (PSDB). Seu marqueteiro, Eduardo Bisotto, viralizou ao chamar Vinicius Júnior de macaco durante um jogo da Seleção Brasileira. A reação de Renan foi uma “lei da mordaça” no Missão — não demissão, não repúdio. Mordaça.

O Valor Econômico cravou: “Ataque de Renan Santos a lulistas e a Janja emula estratégia de Marçal em 2024”. O colunista César Felício avaliou que a rejeição no eleitorado feminino, que já não é baixa, deve crescer. Renan Santos não é candidato. É performance. É o MBL vestido de Pablo Marçal, com BO de estupro no currículo, tentando convencer o Brasil de que barulho substitui ideia. Não substitui. E atacar uma mulher que nem candidata é para provar que não tem ideia nenhuma.

👀 Veja o vídeo da nota que a Band foi obrigada a ler no seu telejornal da noite 

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Final da página
WhatsApp

Frente LIVRE

Normalmente responde dentro de uma hora
Frente LIVRE

Olá 👋

Fale com o ciberporto da esquerda popular ✊💡

20:57