Aeroporto de Brasília será leiloado de novo

Novo dono assumirá outros 10 aeroportos menores até 2037

leilão Aeroporto Brasília
Terminal de Passageiros do Aeroporto de Brasília já depois da reforma feita pela atual concessionária, a Inframérica. Foto: Miguel Ângelo/CNI

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira (1º) o acordo entre o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a concessionária Inframerica para repactuar o contrato de concessão do Aeroporto Internacional de Brasília.

A medida, que dá continuidade ao Programa AmpliAR, prevê um novo leilão em 2026, com a concessionária vencedora assumindo a administração de outros 10 aeroportos regionais — oito do Centro-Oeste, um no Paraná e um na Bahia.

O modelo simplificado inclui obrigações adicionais, transferência de outorga fixa para variável e investimentos totais estimados em R$ 1,86 bilhão, promovendo conectividade e desenvolvimento regional.

O leilão terá lance mínimo de 5,9% das receitas brutas da concessão, com participação obrigatória da Inframerica, atual operadora de Brasília. A Infraero sairá do contrato, recebendo remuneração pela sua participação societária de 49%.

O novo contrato valerá até 2037, exigindo R$ 1,2 bilhão em Brasília para obras como novo terminal internacional, edifício garagem, via de acesso e equipamentos de segurança e inspeção.

Nos 10 aeroportos regionais — Juína e Cáceres (MT), Tangará da Serra (MT), Alto Paraíso e São Miguel do Araguaia (GO), Bonito, Dourados e Três Lagoas (MS), Ponta Grossa (PR) e Barreiras (BA) —, os investimentos somarão R$ 660 milhões para ampliação, manutenção e operação.

O Programa AmpliAR, elaborado pelo MPor com aval do TCU, repassa a gestão de aeroportos menores às concessionárias atuais, revisando obrigações para equilibrar interesses públicos e privados.

“Conseguimos uma solução negociada que ajusta o contrato de Brasília à realidade do setor, agregando práticas de sucesso para aeroportos regionais. Isso traz segurança para investimentos, melhora o serviço aos usuários e inova com concessões em cidades menores”, avalia o ministro Tomé Franca.

O secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, complementa:

“O programa repassa administração de aeroportos de menor porte às concessionárias, garantindo desenvolvimento do sistema nacional”.

O primeiro leilão do AmpliAR, em novembro de 2025, concedeu 13 aeroportos da Amazônia Legal e Nordeste por R$ 731 milhões em investimentos. O MPor planeja nova etapa em 2026, qualificando mais aeroportos pelo Plano Aeroviário Nacional (PAN). Essa estratégia visa integrar Brasília a uma rede regional, impulsionando turismo, economia local e conectividade, em um setor que movimenta bilhões e enfrenta desafios como expansão pós-pandemia.

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