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leilão da Petrobras
Presidente Lula durante entrevista na TV Record Bahia. Foto: Ricardo Stuckert/PR
ECONOMIA

Lula esculhamba leilão de gás de cozinha

Feito contra orientação da Petrobras, diz presidente

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (2) que vai anular o leilão de gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, da Petrobras, porque o produto foi vendido às distribuidoras com preços até 100% acima da tabela da estatal. Em entrevista à TV Record Bahia, Lula disse que o certame foi feito contra a orientação do governo e da direção da Petrobras.

“Foi feito um leilão, eu diria que uma cretinice, bandidagem, que fizeram. As pessoas sabiam da orientação do governo, da orientação da Petrobras de não vamos aumentar GLP. Pois fizeram um leilão contra a vontade da direção da Petrobras”, afirmou.

O presidente disse ainda:

“Nós vamos rever esse leilão, nós vamos anular esse leilão, porque o povo pobre não pagará, em hipótese alguma, o preço dessa guerra”.

Para Lula, o problema está na distribuição.
“Quando a Petrobras vende um botijão de gás a R$ 37, ele não pode chegar a R$ 160 na casa do povo. Alguém está roubando. [Dizem:] ‘Ah, mas a pessoa está gastando dinheiro [tendo custo] para entregar’. Tudo bem, mas é muita diferença entre R$ 37 para R$ 140, para R$ 150. E agora fizemos um leilão que teve ágio de 100%”, disparou Lula.
Ele disse ainda que a privatização da BR Distribuidora, em 2019, retirou do governo uma ferramenta para regular preços. Também afirmou que está em estudo a recompra da Refinaria de Mataripe, na Bahia, hoje privatizada, como forma de ampliar a capacidade de refino e reduzir pressões sobre o mercado interno.
O presidente criticou o impacto do conflito no Oriente Médio sobre os preços internacionais do petróleo e afirmou que o governo tentará impedir novas altas, sobretudo do diesel, que afetam diretamente a inflação.
Segundo ele, o Brasil produz cerca de 70% do diesel que consome, mas ainda importa 30%, o que expõe o país à oscilação do mercado internacional. O governo já zerou impostos sobre o combustível e estuda uma medida provisória para criar subsídio ao diesel importado, com desconto de R$ 1,20 por litro.

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