Dólar
R$ 5.13 Subiu
Euro
5.958 Subiu
Brasília
21°C 27°C 19°C

Explore Mais

Colunas exclusivas e conteúdos especiais

Lula Jornal Nacional
Lula no Jornal Nacional: 40 minutos de mais um "powerpoint" da Globo, mas presidente sobreviveu ao massacre e saiu bem da entrevista. Foto: Ricardo Stuckert
BRASIL

Lula desmonta o cerco da Globo em entrevista no Jornal Nacional

Presidente respondeu sobre Lulinha, INSS, dívida e educação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva transformou o que deveria ser um interrogatório hostil em uma demonstração de envergadura política e prestação de contas no horário nobre da TV Globo. Ao participar nesta quinta-feira (27) da série de entrevistas do Jornal Nacional com os presidenciáveis, o candidato à reeleição quebrou a escrita da bancada que havia triturado nomes como Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos nos dias anteriores. Em 40 minutos marcados pelo costumeiro tom de enquadramento da grande mídia, Lula não apenas saiu incólume, como colocou os entrevistadores na defensiva e pautou as conquistas sociais de seu governo.

Desde os primeiros minutos, os apresentadores César Tralli e Renata Vasconcellos tentaram direcionar a sabatina para o terreno das ambiguidades, insinuações e temas espinhosos. Contudo, ao contrário da oposição atordoada pelas próprias contradições no mesmo estúdio, Lula utilizou o amplo tempo de exposição para desarmar ilações, defender a soberania do orçamento público e reafirmar sua obsessão com a reconstrução do país.

asd

A ferida aberta da mídia e a carapuça do PowerPoint

O momento mais emblemático da noite ocorreu quando a bancada tentou trazer à tona fantasmas do passado judicial. Sem hesitar, o presidente apontou o dedo para a responsabilidade histórica da imprensa na gestação e difusão dos abusos da Operação Lava Jato.

“A imprensa brasileira comprou uma mentira, vendeu a mentira e nunca reconheceu que comprou a mentira. Produziram o monstro mentiroso chamado Moro, chamado Dallagnol. Eu não esqueço do PowerPoint mentiroso contra mim”, disparou Lula, encarando os jornalistas.

Diante do constrangimento ao vivo, Renata Vasconcellos tentou alegar que a emissora apenas “cumpriu a obrigação de noticiar os fatos”. A trégua verbal veio sem eufemismo: “É difícil pedir desculpas”, rebateu o presidente.

Tralli, por sua vez, tentou gaguejar uma defesa dos “princípios editoriais” da casa ao ser confrontado pela memória do infame diagrama de Deltan Dallagnol. O nervosismo do apresentador evidenciou a incômoda contradição da própria emissora, cuja divisão de notícias recorreu, em episódios recentes, a esquemas visuais semelhantes e posteriormente teve de admitir erros e pedir desculpas ao público.

sad

Canal no WhatsApp

Receba notícias da Frente Livre direto no celular.

Ataques morais desfeitos na mesa e cobrança sobre blindagens

Ao ser emparedado sobre especulações em torno do nome de seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, e citações de terceiros, o presidente tratou o tema de forma categórica e desfez a tentativa de espetaculização. Sobre as alegações da lobista Roberta Luchsinger — que teria sugerido ter recebido oferta de cargos no governo —, Lula ironizou o absurdo da narrativa:

“Só faltou ela dizer que eu ofereci o Ministério da Defesa, o Comando da Marinha, da Aeronáutica. É de uma imbecilidade”, rebateu. “Eu não conheço essa moça, nunca vi essa moça na minha vida, nunca conversei com ela”.

Lula enfatizou que ilações e vazamentos seletivos da Polícia Federal não substituem provas. Reafirmou que seu governo jamais moverá “um milímetro para proteger quem quer que seja”, garantindo a autonomia das investigações, mas ressaltou a diferença entre apuração rigorosa e massacre de reputações. O presidente ainda confrontou o silêncio da grande mídia sobre casos de relevância financeira que envolvem o sistema bancário, cobrando o mesmo ímpeto investigativo.

Fim da fila do INSS e solidez fiscal: o Brasil real entra no ar

Se o objetivo do estúdio era prender o candidato na defensiva, a estratégia ruiu diante dos dados concretos apresentados por Lula. O presidente aproveitou os holofotes do telejornal de maior audiência do país para anunciar uma vitória histórica da gestão pública: o fim da fila de espera do INSS, que será oficializado na próxima semana.

Lula lembrou que recebeu a Previdência Social destruída pelo governo anterior, com um passivo humilhante de cerca de 3 milhões de brasileiros aguardando por benefícios básicos.

Indicador do INSS Gestão Anterior (Herança) Lula 3 (Anunciado no JN)
Pessoas em fila de espera ~3,0 milhões de solicitações represadas Fila ZERADA (apenas fluxo regular de 45 dias)
Estoque em análise regular Paralisia estrutural do órgão 251 mil solicitações (dentro do prazo técnico de 45 dias)
Recuperação de fraudes Negligência na fiscalização R$ 3 bilhões recuperados para ressarcimento de vítimas

Na economia, Lula desmistificou o terrorismo fiscal propagado pelo mercado e repetido pela bancada. Destacou que assumiu o país em 2023 com um déficit herdado de 2,8% do PIB e entregará 2026 com as contas no azul, prevendo superávit primário de 0,1%.

“Se tem alguém nesse país que tem responsabilidade fiscal, sou eu”, cravou o presidente, argumentando que o crescimento da dívida pública é inflacionado pelos juros extorsivos e lembrando que os níveis de endividamento brasileiros estão perfeitamente alinhados ou abaixo das maiores economias do mundo.

A entrevista do Jornal Nacional expôs a diferença fundamental entre a política de laboratório da oposição e a maturidade de quem governa com o povo. Enquanto a bancada tentou impor um tribunal de ilações, Lula respondeu com soberania, memória histórica e a entrega de direitos básicos restabelecidos.

👀 Veja os posts no X (antigo Twitter) 

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Final da página
WhatsApp

Frente LIVRE

Normalmente responde dentro de uma hora
Frente LIVRE

Olá 👋

Fale com o ciberporto da esquerda popular ✊💡

20:57