A gestão de Ibaneis Rocha (MDB) quebrou as contas do Distrito Federal. O Tesouro Nacional rebaixou a nota fiscal da capital neste mês. Consequentemente, o governo local perdeu o aval da União para novos empréstimos. O Índice de Capacidade de Pagamento (Capag) caiu da nota B para a C. Esse dado revela objetivamente o colapso administrativo da atual gestão.
Na prática, apenas estados com notas A ou B recebem a garantia federal. A União possui a maior capacidade de honrar dívidas no país. Sem esse respaldo, o crédito fica muito mais caro e restritivo no mercado. Mas por que o DF perdeu essa garantia tão importante? O Tesouro Nacional reprovou a capacidade de poupança do governo distrital.
A gestão de Ibaneis consome 95,27% da arrecadação apenas com despesas correntes. Isso significa que sobra uma margem mínima para investimentos ou novas dívidas. Os números do sistema federal comprovam a ineficiência no controle do dinheiro público. O DF gastou quase tudo o que arrecadou e perdeu a confiança do mercado.
O rombo no BRB e a conta da crise
Esse desastre fiscal ocorre no pior momento possível para o governo. O DF precisa injetar bilhões no Banco de Brasília (BRB) urgentemente. O governo distrital detém 71,92% do capital da instituição financeira. Sob a gestão atual, o BRB comprou R$ 12 bilhões em papéis do Banco Master que não valiam nada. Muitos desses papéis eram simplesmente fraudes, títulos falsificados. A Polícia Federal recolheu as provas e uma investigação contra Ibaneis está aberta no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O banco público precisa recompor seu patrimônio para cumprir as regras financeiras. Contudo, a falta do aval da União trava o socorro imediato. Diante do bloqueio criado pela própria incompetência, Ibaneis Rocha elaborou uma manobra arriscada. O governador propõe penhorar nove grandes imóveis públicos como garantia.
O objetivo é conseguir um empréstimo de até 6,6 bilhões de reais. O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) surge como o principal credor avaliado. A Câmara Legislativa do DF ainda precisa aprovar essa operação complexa. A proposta enfrenta forte resistência de deputados da base e da oposição. Se o governo não pagar a dívida, o Estado perderá os imóveis. No fim, a população pagará a conta da má gestão com o próprio patrimônio.






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