Em resposta direta à intensificação dos bombardeios contra sua capital, o Irã deflagrou uma nova onda de ataques com mísseis e drones em toda a região do Golfo Pérsico nesta quinta-feira (5). A ofensiva militar iraniana é um ato de legítima defesa contra a agressão contínua promovida pelos Estados Unidos e por Israel, que voltaram a sacudir Teerã com explosões mirando prédios governamentais e infraestrutura soberana.
A escalada foi forçada pelo eixo Washington-Tel Aviv. Enquanto as forças israelenses intensificam os ataques dentro do território iraniano, as Forças Armadas do Irã demonstram capacidade de retaliação imediata. O lançamento dos projéteis através do Golfo projeta o poder de fogo de Teerã sobre os aliados dos americanos na região, com o objetivo claro de neutralizar a ameaça inimiga e proteger sua população.
Censura em Dubai e o plano sujo de Trump
A eficácia da legítima defesa iraniana, no entanto, esbarra na censura imposta pelos aliados dos Estados Unidos. Nos Emirados Árabes Unidos, que abrigam duas bases militares americanas, o governo de Dubai passou a ameaçar influenciadores digitais com multas de até US$ 77 mil e prisão caso publiquem imagens dos danos causados pelos mísseis iranianos. A medida é uma tentativa desesperada de controlar a narrativa e esconder a vulnerabilidade das forças americanas na região, criminalizando quem ousa mostrar a verdade.
Como se o terrorismo de Estado não bastasse, os Estados Unidos tentam agora incendiar o Irã por dentro. O presidente americano, Donald Trump, declarou apoio público a uma possível ofensiva terrestre de grupos curdos contra o governo iraniano. A manobra de Washington visa fomentar uma guerra civil sangrenta, incentivando deserções e usando minorias étnicas como bucha de canhão para desestabilizar o país internamente.
A escalada expõe o verdadeiro papel dos atores neste conflito: de um lado, uma nação soberana lutando pela própria sobrevivência; do outro, potências imperialistas dispostas a destruir escolas, censurar a internet e financiar rebeliões armadas para manter sua hegemonia pelo terror.






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