Dólar
R$ 4.96 Desceu
Euro
5.804 Desceu
Brasília
25°C 26°C 17°C

Explore Mais

Colunas exclusivas e conteúdos especiais

BRASIL

Povo ergue a voz contra Trump e a elite brasileira

Milhares de ativistas em São Paulo e pelo Brasil exigem taxação dos super-ricos, fim da escala 6x1 e reagem ao absurdo tarifaço imposto por Trump

A Avenida Paulista pulsou com a força do povo na noite desta quinta-feira (10). Não foi apenas uma manifestação; foi um grito coletivo por justiça social, um basta contra a exploração e a opressão, um claro posicionamento em defesa dos direitos que nos são caros. Mulheres, pessoas LGBTQIA+, ativistas antifascistas, trabalhadores e todos que anseiam por um Brasil mais justo se uniram para deixar claro: a mudança  está nas ruas e ela é implacável.

Com o mote “Centrão, Inimigo do Povo”, o ato, coordenado pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, com o essencial apoio das centrais sindicais e movimentos sociais, reverberou por todo o país, de Brasília a Salvador, do Rio a Fortaleza. A pauta é clara e mobilizadora: taxar os super-ricos, que há anos se beneficiam de um sistema injusto; acabar com a desumana escala de trabalho 6×1, que rouba a vida e o descanso dos trabalhadores; e um enérgico “NÃO” ao tarifaço imposto pelo presidente estadunidense Donald Trump, uma afronta à soberania brasileira.

A resposta do povo a essa política predatória foi contundente. O deputado federal Guilherme Boulos resumiu o sentimento geral em entrevista: “Este é, sem dúvida, o maior ato do ano na Paulista. É um ato em defesa do Brasil contra as agressões do Donald Trump e um ato em defesa do povo brasileiro”. Ele foi além, desmascarando a subserviência da extrema direita: “Se o Trump está imaginando que o Brasil é república de bananas, ele tire o cavalinho da chuva. O Brasil é dos brasileiros. Já se foi o tempo em que o Brasil falava grosso com a Bolívia e fino com os Estados Unidos. Isso pode ser com Bolsonaro, que bate continência para a bandeira deles ou com o Eduardo Bolsonaro que vai se esconder debaixo da saia do Trump lá em Miami. Mas com o Lula não é assim.”

A defesa da taxação dos super-ricos, ou como os manifestantes chamam, dos “BBBs” (Bancos, Bets e Bilionários), é a espinha dorsal dessa luta por uma justiça tributária real. É inadmissível que o ônus da crise recaia sobre os trabalhadores, enquanto os que mais acumulam seguem intocáveis. A indignação é ainda maior diante da resistência do Congresso Nacional, onde uma maioria de parlamentares ligados a interesses empresariais e agrários se opõe a medidas que garantiriam, por exemplo, a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e a volta da cobrança do IOF, que geraria bilhões para investimentos sociais.

Juliana Donato, coordenadora da Frente Povo Sem Medo e do plebiscito popular, desabafou: “A pauta da taxação surgiu porque a gente sabe que existe uma resistência da maioria do Congresso em taxar os mais ricos para garantir a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil. Mas nós temos também a pauta pelo fim da escala 6 por 1, que é uma pauta muito importante para nós e que nós queremos que o Congresso paute e vote. E agora nós temos mais um fato que foi essa carta do Trump dizendo que vai tarifar os produtos brasileiros por conta da pressão da família Bolsonaro. Essa é uma família que lidera a extrema direita no país e que já prejudicou muitos brasileiros.” Sua fala denuncia a articulação entre interesses externos e a extrema direita nacional para sabotar nosso desenvolvimento e nossa soberania. “Nós estamos dizendo que nós estamos querendo taxar os bilionários e eles estão querendo taxar o Brasil”, completou.

Raimundo Suzart, presidente estadual da Central Única dos Trabalhadores (CUT), reforçou o clamor: “Queremos mandar um recado para esse Congresso, para uma parte desse Congresso que está se opondo aos trabalhadores. Queremos que volte a cobrança do IOF, queremos discutir a redução da jornada sem redução de salário e com a garantia do fim da escala 6 por 1. Então esse é o momento da gente dizer que o povo está na rua e que o povo quer que seja cumprida a pauta desse governo que foi eleito para defender a classe trabalhadora e a democracia no nosso país.”

E o governo Lula, firme na defesa do país, já anunciou que recorrerá à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a absurda tarifa de 50% imposta por Trump, uma medida que visa proteger nossa economia e nossos trabalhadores do assédio externo.

Além das pautas urgentes, a manifestação serviu como um espaço vital de democracia direta. Assinaturas foram coletadas para o “Plebiscito Popular”, uma consulta pública sobre a escala 6×1 e a taxação dos super-ricos. Como disse Juliana Donato, “Queremos ouvir a população brasileira sobre esses dois temas porque não adianta o Congresso ficar lá legislando sem ouvir o povo.”

A relevância deste ato é inegável. Análises do Monitor do Debate Político, em parceria com a USP e o Cebrap, utilizando inteligência artificial, estimaram um público de 15,1 mil pessoas no pico, superando em muito o ato “Justiça Já” de 29 de junho, liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que reuniu 12,4 mil. Isso prova, com dados, que a força do movimento progressista, que luta por direitos e justiça, é maior e mais engajadora que a retórica vazia da extrema direita.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Final da página
WhatsApp

Frente LIVRE

Normalmente responde dentro de uma hora
Frente LIVRE

Olá 👋

Fale com o ciberporto da esquerda popular ✊💡

20:57