Donald Trump, líder do neofascismo global, precisava de um pretexto para a guerra. O presidente dos Estados Unidos encontrou a justificativa na desinformação. Ele fabricou quatro mentiras centrais para ordenar o ataque militar contra o Irã neste sábado (28). A farsa custou as vidas de pelo menos 51 meninas iranianas, numa escola de ensino fundamental atacada de manhã.
A máquina de propaganda da Casa Branca operou em força máxima. Trump espalhou o pânico ao afirmar que Teerã retomou seu programa nuclear. O republicano garantiu que o país produziria uma bomba atômica em poucos dias. Além disso, inventou que mísseis iranianos estariam prontos para atingir o território americano. Para coroar a narrativa, acusou o país de interferir nas eleições dos EUA.
O discurso belicista tentou legitimar o derramamento de sangue. “Nós garantiremos que o Irã não terá uma arma nuclear”, declarou Trump. Ele manteve o tom de ameaça na sequência. “Sempre foi a política dos Estados Unidos, em particular da minha administração, que este regime terrorista nunca poderá ter uma arma nuclear”.
A anatomia da mentira
A realidade, contudo, desmascara o líder extremista. Agências de inteligência internacionais e grupos de monitoramento negam qualquer ameaça iminente. O Irã tenta apenas reconstruir as instalações destruídas por Israel e pelos EUA anteriormente. Não há qualquer indício de retomada do enriquecimento de urânio. Os estoques do material continuam enterrados. A produção de uma ogiva em dias é uma impossibilidade técnica e uma mentira política.
O arsenal iraniano possui mísseis balísticos, mas o alcance restringe-se ao Oriente Médio. Relatórios americanos confirmam que Teerã levaria anos para ameaçar os Estados Unidos diretamente. A suposta interferência eleitoral também serviu como cortina de fumaça. Trump usou a rede Truth Social para espalhar essa narrativa horas após o bombardeio.






Deixe seu comentário