Valdemar jura que Bolsonaro não sabia da fuga do filho

Presidente do PL rechaça carta golpista de Flávio nos EUA

Por Ópera Mundi
Valdemar fuga Flávio
Valdemar Costa Neto, presidente do PL, assinou nota oficial reconhecendo a vitória do presidente Lula na eleição de domingo. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Em entrevista nesta quinta-feira (29/10), o presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou a legenda não está de acordo com a fuga aos Estados Unidos de seu ex-presidenciável, Flávio Bolsonaro (PL), nem com a carta com teor golpista que ele divulgou nesta quarta-feira (28/10), horas depois de chegar ao território norte-americano.

A declaração ocorreu durante uma coletiva improvida, na saída da residência do pai de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2023), que cumpre prisão domiciliar devido à condenação determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por liderar uma tentativa de golpe de Estado.

Perguntado sobre a carta de Flávio, Valdemar disse que não gostou do seu conteúdo – na primeira versão da missiva, o ex-presidenciável do PL chegou a se autodenominar “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, horas depois mudou a versão, passando a se descrever como “líder do Brasil”.

Ninguém aprovou a carta, ninguém aprova isso (mensagem do Flávio Bolsonaro). Sabemos que o Flávio está passando por uma situação difícil, está sofrendo muito lá pelo que passou, mas é lógico que ninguém concorda com isso (fuga do Brasil)”, alegou o líder do PL.

Segundo Valdemar, o ex-presidente não sabia que Flávio tinha a intenção de deixar o país – apesar de o filho mais velho do clã Bolsonaro ter visitado o pai na última segunda-feira (26/10), horas antes de sair do país pela fronteira com a Argentina.

“Ninguém sabia, eu também não sabia, e ele (Flávio) não falou para o pai, o Bolsonaro não sabia”, insistiu Valdemar, durante a coletiva improvisada.

Sobre a reunião com Jair Bolsonaro, o líder da sigla disse que conversaram sobre o ‘futuro do Brasil’, e não sobre a situação de Flávio.

“Nós queremos tocar o país para frente, queremos tocar o partido (PL) para frente. Esse é o nosso objetivo. Temos que tocar a vida para frente”, acrescentou Valdemar.