O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira (1º) o acordo entre o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a concessionária Inframerica para repactuar o contrato de concessão do Aeroporto Internacional de Brasília.
A medida, que dá continuidade ao Programa AmpliAR, prevê um novo leilão em 2026, com a concessionária vencedora assumindo a administração de outros 10 aeroportos regionais — oito do Centro-Oeste, um no Paraná e um na Bahia.
O modelo simplificado inclui obrigações adicionais, transferência de outorga fixa para variável e investimentos totais estimados em R$ 1,86 bilhão, promovendo conectividade e desenvolvimento regional.
O Programa AmpliAR, elaborado pelo MPor com aval do TCU, repassa a gestão de aeroportos menores às concessionárias atuais, revisando obrigações para equilibrar interesses públicos e privados.
“Conseguimos uma solução negociada que ajusta o contrato de Brasília à realidade do setor, agregando práticas de sucesso para aeroportos regionais. Isso traz segurança para investimentos, melhora o serviço aos usuários e inova com concessões em cidades menores”, avalia o ministro Tomé Franca.
O secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, complementa:
“O programa repassa administração de aeroportos de menor porte às concessionárias, garantindo desenvolvimento do sistema nacional”.
O primeiro leilão do AmpliAR, em novembro de 2025, concedeu 13 aeroportos da Amazônia Legal e Nordeste por R$ 731 milhões em investimentos. O MPor planeja nova etapa em 2026, qualificando mais aeroportos pelo Plano Aeroviário Nacional (PAN). Essa estratégia visa integrar Brasília a uma rede regional, impulsionando turismo, economia local e conectividade, em um setor que movimenta bilhões e enfrenta desafios como expansão pós-pandemia.






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