O governo federal inaugurou nesta segunda-feira (23) a primeira etapa da nova rodovia na Serra das Araras, na BR-116 (Presidente Dutra), principal corredor logístico entre Rio de Janeiro e São Paulo. O trecho de quatro quilômetros da nova pista de subida, sentido São Paulo, já está em operação e promete dar mais segurança e fluidez ao tráfego pesado da região.
Isso importa porque a Dutra recebe cerca de 390 mil veículos por mês, e mais de um terço disso é caminhão carregado de carga. Quem trafega ali sabe o inferno que é encarar aquela serra — especialmente para motoristas profissionais que dependem da rodovia para levar mercadorias e sustentar suas famílias. Obras como essa salvam vidas e desafogam o escoamento da produção nacional.
O projeto total da concessão, que cobre 626 quilômetros, conta com R$ 10,7 bilhões em financiamento do BNDES e já alcançou 70% de execução. A previsão de entrega completa é para 2027. Além da infraestrutura em si, a obra sustenta cerca de 5 mil empregos diretos e indiretos e movimenta a economia regional em um momento que o país tenta se reerguer.

Lula visita trecho reformado da BR-116.
A nova pista representa mais do que asfalto novo. Ela materializa uma escolha política clara: investir em infraestrutura como motor de geração de trabalho e renda. O BNDES, tantas vezes atacado por discursos dogmáticos de extrema direita que o acusavam de ser “banco de aparelhamento”, volta a cumprir seu papel histórico de financiador do desenvolvimento nacional.
Enquanto setores do mercado financeiro vibram com juros altos e especulação, o governo federal aposta em obra pública como vetor de crescimento real. Cada quilômetro de asfalto entregue é um prego no caixão da narrativa de que “nada funciona” e de que “governo não gera emprego”. Gera, sim. E gera com recursos públicos, com planejamento e com mão de obra brasileira.





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