Empresários do DF choram para salvar Celina

Gestão Ibaneis/Celina autorizou R$ 17,5 bi com o Master

Por Redação
crise BRB Banco Master
A suntuosa sede do BRB em Brasília: R$ 12 bilhões em títulos falsos e 15 anos de arrocho sobre a população. Foto: Paulo Henrique Carvalho/Agência Brasília

Cinco entidades do setor produtivo do Distrito Federal divulgaram um manifesto nesta quinta-feira (17) em defesa do Banco de Brasília (BRB). Assinam a peça a Ademi-DF, a Asbraco, o Codese-DF, a Fecomércio-DF e o Sinduscon-DF — o mesmo pessoal que, pasmem, quer “solução técnica” e “diálogo institucional” para a crise. Traduzindo: os empresários que são aliados de Celina Leão (PP), a governadora que era vice na gestão que quebrou o BRB, agora estão chorando para livrar a cara dela e pagando de protetores do banco.

O documento foi publicado um dia depois de Lula e Celina trocarem acusações sobre a responsabilidade pelo rombo. O presidente disse que não vai colocar dinheiro federal no BRB. Celina, nas redes, acusou Lula de querer “quebrar o banco”. E aí aparecem os “protetores” — os mesmos empresários que lucraram com a gestão dela — para pedir que a crise seja “afastada da disputa eleitoral”.

O ‘técnico’ que é político até o osso

O manifesto pede que as decisões sobre a recuperação do banco sejam tomadas “com base em critérios técnicos, sem interferência de disputas partidárias ou do calendário eleitoral”. O BRB quebrou porque a gestão de Celina e Ibaneis Rocha (MDB) autorizou operações de R$ 17,5 bilhões com o Banco Master de Daniel Vorcaro — o mesmo Vorcaro cujo celular revelou que Celina “não ficou de fora” da negociação. A Polícia Federal concluiu que houve gestão fraudulenta. O ex-presidente do banco, Paulo Henrique Costa, está preso. E agora os empresários querem “técnica”?

Técnica é o nome que o empresário dá ao escândalo quando quer blindar a governadora. Eles não estão defendendo o banco. Estão defendendo a gestão que quebrou o banco e os negócios que fizeram com ela.

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O choro tem nome e endereço

As entidades afirmam que “eventuais irregularidades precisam ser apuradas pelas autoridades”. Eventuais, não. Já foram apuradas. A PF já concluiu que houve fraude. O Banco Central já apontou prejuízo potencial de R$ 11,4 bilhões. O que é “eventual” aí é a honestidade intelectual dessas entidades.

Enquanto o STF analisa o pedido de empréstimo de R$ 6,6 bilhões com garantia da União — e o ministro Luiz Fux deu prazos que podem levar até 45 dias —, os empresários do DF querem que o eleitor esqueça que foi a gestão deles, com a governadora deles, que quebrou o banco. O BRB está no chão, o dinheiro público voou, e a solução “técnica” que eles oferecem é: não falem disso na campanha. Pode? Pode, mas não com a Frente Livre. Aqui, a gente não vai esquecer que a gestão Ibaneis/Celina quebrou o BRB de tanto roubar.

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