Irã poupa vizinhos e mira bases de EUA e Israel

Teerã acusa eixo EUA-Israel de forjar ataques na região

bases militares dos EUA
Exército do Irã anunciou que a Marinha, com uma onda massiva de ataques com drones, atingiu bases e territórios ocupados pelos EUA com fogo pesado.Desde o amanhecer de hoje até uma hora atrás, a Marinha do Exército, com uma onda massiva de ataques com drones, atingiu pontos de concentração e bases dos EUA em Minhad, Abu Dhabi, no Campo Al-Adairi, no Kuwait. Foto: RS/Fotos Publicas

Teerã – As Forças Armadas do Irã anunciaram uma mudança estratégica em sua política de defesa regional, poupando países vizinhos de retaliações diretas, mas mantendo as bases militares dos EUA e as instalações de Israel como alvos primários. A declaração, emitida neste fim de semana pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), ocorre em meio a denúncias de que o eixo Washington-Tel Aviv estaria orquestrando ataques de falsa bandeira para arrastar as nações do Golfo Pérsico para uma guerra total contra Teerã.

A diretriz foi confirmada pelo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, que ordenou a suspensão de qualquer ataque a países fronteiriços, a menos que essas nações permitam que seus territórios sejam usados para agressões contra o Irã. O Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya reforçou o respeito à soberania dos vizinhos, mas foi categórico: qualquer infraestrutura que abrigue forças americanas ou israelenses envolvidas em hostilidades será tratada como alvo legítimo e sofrerá golpes poderosos e esmagadores.

A presença militar ocidental já cobra seu preço. Segundo o tenente-coronel Ibrahim Zolfaghari, os ataques iranianos recentes mataram pelo menos 21 militares americanos e feriram dezenas nas instalações da Quinta Frota da Marinha dos EUA e na Base Aérea de Al-Dhafra. Um petroleiro de propriedade americana também foi atingido no norte do Golfo Pérsico, evidenciando a vulnerabilidade dos ativos de Washington na região.

A armadilha de Israel e as falsas bandeiras

Enquanto o Irã calibra sua mira contra os reais agressores, crescem as evidências de que Israel e os Estados Unidos tentam fabricar um conflito regional mais amplo. Nos últimos dias, governos da Turquia e do Azerbaijão acusaram Teerã de lançar projéteis e drones contra seus territórios, acusações que o governo iraniano negou veementemente.

A farsa começou a ruir quando fontes da inteligência e analistas árabes apontaram o dedo para Tel Aviv. O jornalista saudita Adhwan al-Ahmari alertou publicamente que a escalada atual pode ser uma armadilha projetada para forçar o envolvimento dos países do Golfo. Autoridades iranianas confirmaram que ataques recentes contra a infraestrutura de energia da região, incluindo as instalações da Saudi Aramco em Ras Tanura, não partiram do Irã, mas sim de uma operação clandestina de Israel para sabotar a paz e dinamitar as alianças entre os países árabes.

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