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BRB confirma: povo vai pagar rombo do Master

Gestão Ibaneis admite uso de verba pública para salvar banco

Por Redação
Fachada da sede do BRB em Brasília, banco que aguarda aporte do GDF após prejuízos com o Banco Master.
Sede do BRB no Setor Bancário, em Brasília. Foto: Paulo Henrique Carvalho/Agência Brasília

A fatura da farra financeira no Banco de Brasília (BRB) tem endereço certo: o bolso do contribuinte. Nesta segunda-feira (2), a direção do banco confirmou ao Banco Central que aguarda um aporte bilionário do Governo do Distrito Federal (GDF). O objetivo é cobrir os prejuízos deixados pelas operações fraudulentas com o Banco Master.

Em nota oficial, a instituição tenta manter a aparência de normalidade ao se declarar “estável financeiramente”. Contudo, a realidade contábil impôs a necessidade de socorro estatal. O banco admitiu explicitamente que espera recursos do Tesouro local para “cobrir os prejuízos”.


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A Digital de Ibaneis no Rombo

Essa operação não foi um acidente de percurso. Vale lembrar que a tentativa de compra do Master pelo BRB, em março de 2025, teve a articulação direta e o apoio público do governador Ibaneis Rocha (MDB).

Agora, a população de Brasília pagará o preço dessa decisão política. O negócio expôs o banco estatal a um rombo estimado em R$ 5 bilhões. Dessa forma, o dinheiro que deveria ir para obras e serviços públicos será desviado para salvar o banco da quebra.

Como o BRB foi contaminado

As investigações da Polícia Federal revelam que o BRB gastou R$ 12,2 bilhões para comprar carteiras de crédito “podres” do Master. Ou seja, mais de 20% da carteira do banco foi contaminada por ativos sem garantia e de qualidade duvidosa.
Consequentemente, o crescimento artificial da carteira (de R$ 37 bi para R$ 57 bi) ruiu assim que as fraudes vieram à tona. O banco de Daniel Vorcaro vendeu papéis podres, e a gestão nomeada por Ibaneis comprou sem questionar.

Investigação em Curso

Além disso, a PF abriu um novo inquérito para apurar a gestão fraudulenta. O BRB afirmou que entregou relatórios com “achados relevantes” às autoridades. Por fim, o balanço oficial, que revelará o tamanho real do cheque que o GDF terá que assinar, será apresentado em março.


Com informações do Brasil de Fato

 

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