A renda média do trabalho no Brasil renovou a máxima da série histórica do IBGE no trimestre até março de 2026, quando marcou R$ 3.795 por mês. Em seguida, ficou levemente abaixo nos trimestres móveis encerrados em abril (R$ 3.776), maio (R$ 3.743) e junho (R$ 3.738). Os dados integram a Pnad Contínua, iniciada em 2012, e divulgada nesta quarta-feira (26) pelo IBGE. Ao longo do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o rendimento médio cresceu quase 13%. A comparação é com os três últimos meses de 2022, quando o país era governado por Jair Bolsonaro (PL) e a renda era de R$ 3.310.
Mas a renda é só a ponta do iceberg. O que a matéria original não conta é a história inteira.
Dez milhões de empregos formais
O mercado de trabalho brasileiro acumulou 10.100.342 vínculos de emprego formal de janeiro de 2023 a junho de 2026, uma expansão de 19,1% no período, alcançando em junho um estoque de 62.891.209 trabalhadores contratados com carteira assinada ou por concurso público. Os dados são da RAIS Mensal de junho, divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego. No acumulado apenas de 2026, são mais 2,46 milhões de empregos formais, crescimento de 4,1%.
Os empregados contratados pela CLT registraram crescimento de 4,75 milhões de vínculos, ou 10,9%, passando de 43,4 milhões em janeiro de 2023 para 48,15 milhões em junho. Entre os agentes públicos, a ampliação foi de 5,1 milhões de vínculos, chegando a 14,3 milhões. O número de trabalhadores por conta própria bateu recorde: 26,1 milhões. Mais gente contribuindo para a previdência: 66,9% do total, equivalente a 68,1 milhões de pessoas, a maior proporção da série histórica.
O Estado indutor funciona
O número não veio sozinho. Veio no bojo de uma avalanche de recordes. O setor de Serviços cresceu 28,3%, com 8,45 milhões de vínculos novos. A Construção cresceu 13,3%. A Indústria, 10%. O Comércio, 3,3%. A Agropecuária, 5%. Todas as regiões cresceram. O Minha Casa, Minha Vida já contratou mais de 2,3 milhões de moradias. O orçamento do FGTS é recorde: R$ 145 bilhões. O Índice de Desenvolvimento Humano chegou a 0,805 em 2024. Pela primeira vez na história, o Brasil entrou no grupo de países com muito alto desenvolvimento humano.
A Faria Lima chora. A Bloomberg se engasga. Os papa-terminais de plantão torcem o nariz. Mas os dados não mentem. O emprego formal cresceu 19,1%. O desemprego caiu para o menor nível da história. O salário médio bateu recorde. A massa salarial bateu recorde. A renda cresceu 13% desde o fim do desgoverno Bolsonaro. E a direita fala em “país quebrado”. O país não está quebrado. Está sendo reconstruído.






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