A fatura da farra financeira no Banco de Brasília (BRB) tem endereço certo: o bolso do contribuinte. Nesta segunda-feira (2), a direção do banco confirmou ao Banco Central que aguarda um aporte bilionário do Governo do Distrito Federal (GDF). O objetivo é cobrir os prejuízos deixados pelas operações fraudulentas com o Banco Master.
Em nota oficial, a instituição tenta manter a aparência de normalidade ao se declarar “estável financeiramente”. Contudo, a realidade contábil impôs a necessidade de socorro estatal. O banco admitiu explicitamente que espera recursos do Tesouro local para “cobrir os prejuízos”.
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A Digital de Ibaneis no Rombo
Essa operação não foi um acidente de percurso. Vale lembrar que a tentativa de compra do Master pelo BRB, em março de 2025, teve a articulação direta e o apoio público do governador Ibaneis Rocha (MDB).
Agora, a população de Brasília pagará o preço dessa decisão política. O negócio expôs o banco estatal a um rombo estimado em R$ 5 bilhões. Dessa forma, o dinheiro que deveria ir para obras e serviços públicos será desviado para salvar o banco da quebra.
Como o BRB foi contaminado
As investigações da Polícia Federal revelam que o BRB gastou R$ 12,2 bilhões para comprar carteiras de crédito “podres” do Master. Ou seja, mais de 20% da carteira do banco foi contaminada por ativos sem garantia e de qualidade duvidosa.
Consequentemente, o crescimento artificial da carteira (de R$ 37 bi para R$ 57 bi) ruiu assim que as fraudes vieram à tona. O banco de Daniel Vorcaro vendeu papéis podres, e a gestão nomeada por Ibaneis comprou sem questionar.
Investigação em Curso
Além disso, a PF abriu um novo inquérito para apurar a gestão fraudulenta. O BRB afirmou que entregou relatórios com “achados relevantes” às autoridades. Por fim, o balanço oficial, que revelará o tamanho real do cheque que o GDF terá que assinar, será apresentado em março.
Com informações do Brasil de Fato
