Contra bloqueio dos EUA, Cuba instala energia solar em hospitais

Crise energética empurra ilha para alternativas próprias

painéis solares em Cuba
Trabalhadores instalam painéis solares vindos da China no hospital municipal de Holguín. Foto: ACN

Havana – A cidade de Holguín, em Cuba, está instalando painéis solares em instituições de saúde para garantir serviços vitais em meio à crise energética que atinge a ilha. Os sistemas fotovoltaicos oriundos da China já foram colocados em policlínicas, hospitais, lares de idosos e maternidades, com foco em manter o fornecimento elétrico em áreas essenciais.

A medida é mais uma resposta concreta ao bloqueio criminoso imposto pelos Estados Unidos contra Cuba, que restringe acesso a combustível, equipamentos e recursos para o funcionamento normal dos serviços públicos. Diante desse cerco, a ilha busca alternativas próprias para proteger a população e assegurar atendimento em setores sensíveis como saúde, hemodiálise, gestantes de risco, crianças e idosos.

Segundo a especialista da Direção Geral de Saúde de Holguín, María del Carmen Noris Mariño, os equipamentos já funcionam em municípios como Rafael Freyre, Mayarí, Moa e na sede provincial. São sistemas de dois quilowatts, suficientes para reforçar o atendimento em unidades que não podem ficar sem energia.

Energia para manter a vida funcionando

A instalação dos painéis solares não é apenas uma solução técnica. Ela é uma forma de resistência diante de uma política de asfixia econômica que tenta estrangular Cuba há décadas. Quando Washington fecha portas para combustível, financiamento e tecnologia, a população cubana é obrigada a depender de medidas emergenciais e da solidariedade internacional para manter serviços básicos em funcionamento.

Nesse cenário, a energia solar se torna ferramenta de soberania.

Solução local contra o cerco externo

Holguín prevê instalar 153 sistemas fotovoltaicos em instituições sociais, escolas, empresas, entidades não estatais e hospitais. A meta é reforçar os serviços essenciais no território e reduzir a dependência de combustíveis cada vez mais difíceis de obter por causa das sanções.

A experiência mostra que Cuba responde ao estrangulamento econômico com planejamento, priorização social e inovação possível dentro de condições extremamente adversas.

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