A prévia da inflação oficial ficou em 0,06% em julho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (28). É a menor taxa mensal em mais de um ano. A alimentação no domicílio ficou 1,14% mais barata. O tomate caiu 19,95%, a batata 10,03%, o café 3,13%. No acumulado de 12 meses, a inflação está em 4,52%. A classe trabalhadora está com dinheiro no bolso e a economia mostra isso em todos os indicadores.
Exportações recorde e contas externas
As exportações brasileiras bateram recorde histórico em junho: US$ 36,4 bilhões, crescimento de 24,8% sobre junho de 2025. O superávit comercial chegou a US$ 8,8 bilhões. O déficit em transações correntes caiu para US$ 2,3 bilhões, menos da metade do registrado no mesmo mês do ano anterior. Os investimentos diretos no país somaram US$ 9,1 bilhões em junho, ante US$ 3,1 bilhões no mesmo mês de 2025. As reservas internacionais fecharam em US$ 367,6 bilhões.
Consumo popular impulsiona mercado
O financiamento de veículos cresceu 10,9% no primeiro semestre de 2026, o maior volume desde 2008. Todas as regiões registraram expansão. O Centro-Oeste liderou com 13,1%. Os comerciais leves, carro-chefe do trabalhador autônomo, cresceram 11,9%. Veículos pesados, termômetro do transporte de cargas, avançaram 7,1%. As motos, ferramenta de trabalho de milhões, cresceram 5,6%.
O Tesouro Direto vendeu R$ 14,76 bilhões em títulos em junho, o segundo melhor resultado da história. O dado mais revelador: 75,4% das 1,5 milhão de operações foram de até R$ 5 mil. Metade foi de até R$ 1 mil. Não é o rentista de Brasília investindo. É o trabalhador aplicando a sobra do salário.
A inflação no chão, as exportações recorde, o financiamento de veículos na maior alta em 18 anos e o pequeno investidor comprando título público são efeitos materiais de uma economia com pleno emprego, salários em alta e massa salarial recorde. A direita grita que o país vai mal. Os números dizem o contrário. O trabalhador não lê editorial. Ele compra carro.





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