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ECONOMIA

Emerge Nelson Tanure, o sujeito por trás de tudo

Operação que bloqueia R$ 5,7 bilhões atinge em cheio o empresário, suspeito de ser o mentor do esquema

A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje a mais contundente fase da investigação sobre o Banco Master, cumprindo 42 mandados de busca e apreensão e bloqueando mais de R$ 5,7 bilhões em bens. Mas a notícia mais importante não estava nos comunicados oficiais. O personagem central do esquema, o empresário Nelson Tanure, foi interceptado no Aeroporto do Galeão tentando deixar o país e teve seu passaporte e celular apreendidos.

Para quem acompanha o caso de perto, a ação contra Tanure não é surpresa. É a confirmação do que se suspeitava: ele não é um personagem secundário, dono de fundos que movimentavam milhões na tesouraria do Master. A investigação conta que ele seja uma espécie de mentor de todo o esquema bilionário operado por Daniel Vorcaro.

A arquitetura da fraude

Enquanto a grande mídia se concentra na figura de Vorcaro, a estrutura completa do que pode ser um dos maiores golpes contra o sistema financeiro brasileiro é muito mais complexa e envolve outros atores poderosos que ainda não foram alcançados pela PF:

  • O agente oculto: Nelson Tanure, com seu histórico de participações cruzadas em empresas, é apontado como o cérebro por trás do Master, tendo Vorcaro como operador.
  • As conexões políticas: Ainda falta a investigação aprofundar as ligações do esquema com figuras como o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e a atuação de outras instituições financeiras, como a corretora Planner.

A batalha de narrativas e o pecado original

Com o banco liquidado, a guerra agora será travada nos tribunais. A defesa do Master tentará culpar o Banco Central pela quebra, alegando que a intervenção impediu uma solução de mercado.

O Banco Central, por sua vez, se defenderá mostrando que o banco já estava quebrado e que a autarquia deu todas as chances para sua recuperação, incluindo uma linha de crédito de R$ 4 bilhões do FGC em meados de 2025.

No entanto, a investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) pode se tornar um tiro no pé para o próprio sistema. Uma análise técnica e séria não salvará os acionistas do Master, como alguns supõem. Pelo contrário, ela deve expor a raiz do problema: a desregulação promovida por Roberto Campos Neto à frente do Banco Central.

Foram as flexibilizações na regulação bancária de sua gestão que permitiram a proliferação de fintechs e fundos operando em esquemas Ponzi, criando uma “ciranda financeira” que abriu as portas não apenas para fraudes como a do Master, mas também para a lavagem de dinheiro do crime organizado. A investigação do TCU, se for a fundo, tem o potencial de expor o “pecado original” que permitiu a maior crise do mercado financeiro da história recente.

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