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Tarifas de Trump
Imagem: FLIA
ECONOMIA

Fim de tarifaço faz dólar despencar no Brasil

Moeda americana atinge o menor valor em quase dois anos

O mercado financeiro viveu um dia de euforia histórica nesta sexta-feira (20). O motivo veio de fora: a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu derrubar a maior parte das tarifas de importação criadas pelo governo de Donald Trump. O impacto no Brasil foi imediato. O dólar despencou para R$ 5,17 (o menor valor em quase dois anos), enquanto o Ibovespa — o principal índice da bolsa de valores brasileira (B3) — quebrou a barreira inédita dos 190 mil pontos.

Mas, afinal, por que uma decisão de juízes americanos sobre impostos causa um impacto tão positivo e imediato no bolso do brasileiro e nos investimentos? A resposta está na lei de causa e efeito da economia global.

Por que o dólar caiu tanto?

Para entender a queda do dólar, é preciso olhar para a inflação. Quando Donald Trump impõe tarifas altas sobre produtos que vêm de outros países, tudo fica mais caro dentro dos Estados Unidos. Para combater essa inflação, o Banco Central americano (Federal Reserve) é obrigado a manter as taxas de juros elevadas. Juros altos nos EUA atraem o dinheiro de investidores do mundo todo, fortalecendo o dólar.

Quando a Suprema Corte derrubou as tarifas, o mercado fez a leitura inversa: sem esses impostos, os produtos voltam a ficar mais baratos, a inflação americana perde força e o Banco Central dos EUA ganha espaço para cortar os juros. Com juros menores por lá, os grandes investidores tiram seus dólares dos Estados Unidos e buscam lucros em países emergentes, como o Brasil. Essa enxurrada de dólares entrando no nosso país faz com que a moeda americana perca valor frente ao real.

Por que a bolsa de valores bateu recorde?

A bolsa brasileira encerrou a semana com alta de 2,18%, acumulando um salto impressionante de 18,25% apenas em 2026. Esse recorde de 190.534 pontos foi puxado por dois motivos principais.

Primeiro, a entrada de capital estrangeiro. O mesmo investidor que tira o dinheiro dos EUA por causa da queda dos juros, aplica esse recurso comprando ações de empresas brasileiras. Segundo, o fim da guerra comercial global facilita a vida das nossas empresas exportadoras. Não por acaso, as ações de mineradoras (que vendem muito para o exterior) e dos grandes bancos lideraram os ganhos do dia. Um mundo com menos barreiras comerciais é um mundo onde as empresas lucram mais.

O mercado “pagou para ver” a nova ameaça de Trump

O mais curioso do dia foi a reação dos investidores à tentativa de retaliação de Donald Trump. Inconformado com a derrota na Justiça, o presidente americano convocou uma coletiva e anunciou que vai impor uma nova tarifa global de 10% por 120 dias.

Em outros tempos, uma ameaça dessas faria o dólar disparar. Desta vez, o mercado financeiro simplesmente ignorou. Após a fala de Trump, o dólar caiu ainda mais rápido e a bolsa ampliou seus ganhos.

A leitura dos analistas é clara: o mercado percebeu que o poder de Trump tem limites. A decisão da Suprema Corte criou um precedente jurídico forte, e os investidores apostam que essa nova tarifa de 10% também será derrubada ou terá um impacto muito menor do que o pacote original. Na prática, o mercado financeiro decretou que a segurança jurídica falou mais alto do que as ameaças do presidente americano.

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