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Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, durante entrevista para divulgar os números da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2025. Foto: Fábio Rodrigues-Pozzembom/Agência Brasil
ECONOMIA

Geração de emprego explode com governo Lula

País tem 59,9 milhões de trabalhadores formais, alta de 5%

O Brasil fechou 2025 com 59,971 milhões de trabalhadores com carteira assinada, um crescimento de 5% em relação ao ano anterior, segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) divulgada nesta quarta-feira (13) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O número representa o maior estoque de empregos formais desde a crise política que varreu o país após o governo golpista de Michel Temer e o desastre genocida de Bolsonaro. Enquanto a oposição insiste em pregar o apocalipse econômico, os dados mostram que a retomada do emprego é um fato concreto, impulsionado pela reconstrução do Estado e pela valorização do trabalho.

O ministro Luiz Marinho não poupou críticas ao sistema financeiro ao comentar os números:

“Apresentamos recentemente o menor índice de desemprego da história. Estamos num momento bom, apesar dos juros altos. Estamos no rumo certo. Poderíamos estar em uma situação melhor se não fossem os juros praticados.”

A declaração expõe o principal entrave à economia real: a ganância dos bancos que insistem em manter a taxa Selic nas alturas, sufocando o consumo e o investimento produtivo enquanto distribuem dividendos bilionários para acionistas.

Serviços puxam a fila, Nordeste dispara

O setor de Serviços foi o grande motor da geração de emprego, com 35,695 milhões de vínculos e crescimento de 7,2%. A administração pública teve papel de destaque, com alta de 15,2%, puxada por prefeituras e estados que voltaram a contratar após anos de arrocho fiscal. Educação e saúde também registraram aumentos expressivos, com 6,2% e 4,2% respectivamente, evidenciando que o investimento em políticas sociais é o caminho para um desenvolvimento sustentável.

Regionalmente, o Nordeste foi a grande surpresa positiva, com crescimento de 10,1% e mais de 1 milhão de vínculos criados. Estados como Amapá (20,5%), Piauí (13,2%), Alagoas (13%) e Paraíba (12,9%) lideraram a expansão, provando que a política de desconcentração regional e os investimentos em infraestrutura estão gerando frutos onde o capital sempre ignorou. Enquanto isso, a Região Sudeste, ainda concentrando 47,4% do emprego formal, cresceu modestos 2,9%, indicando que o desenvolvimento está finalmente chegando às regiões historicamente abandonadas.

O calo no sapato do mercado

Apesar dos recordes, a Rais registrou uma ligeira queda de 0,5% na remuneração média, que fechou o ano em R$ 4.434,38. O dado é um lembrete de que a batalha pela distribuição de renda está longe de ser vencida. Enquanto o mercado financeiro pressiona por cortes de gastos e a Faria Lima reclama dos juros que ela mesma provoca, o governo Lula sustenta a geração de emprego como pilar da recuperação econômica.

O número de estabelecimentos com empregados cresceu 2,1%, chegando a 4,8 milhões, sinal de que o empreendedorismo produtivo, e não a especulação, está ganhando espaço. Para a Frente Livre, os números da Rais são a prova de que, quando o Estado age em favor do trabalhador, a economia responde — mesmo com o Centrão tentando sabotar o crescimento de dentro da máquina pública.

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