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traição de Bolsonaro
Presidente Lula, durante anúncio de investimentos da Petrobras em Sergipe: "Filho de bolsonarista que é candidato à eleição no país, que não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria, de ir nos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil”. Foto: Ricardo Stuckert/PR
BRASIL

Lula reage à nova traição bolsonarista

Para fugir da cadeia, clã Bolsonaro atrai a CIA ao Brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu com firmeza à tentativa de intervenção imperialista orquestrada pela extrema direita. Em nota oficial divulgada nesta sexta-feira (29) pela Secretaria de Comunicação Social (Secom), o Palácio do Planalto repudiou a decisão dos Estados Unidos de classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. O documento expõe a manobra como um ataque direto à soberania nacional e um retrocesso no combate real ao crime organizado.

A nota do governo brasileiro desmascara a articulação feita por Flávio e Eduardo Bolsonaro em Washington. Como a Frente Livre já havia denunciado, a família viajou aos EUA para se reunir com Donald Trump e o secretário de Estado, Marco Rubio, com um único objetivo: fustigar a Casa Branca a intervir no Brasil. A traição bolsonarista tenta criar uma cortina de fumaça internacional para abafar o escândalo de corrupção envolvendo Flávio Bolsonaro com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o falido Banco Master.

O presidente Lula foi categórico ao afirmar que o Brasil não aceita ser tratado como “moleque”. A Secom reforçou que as facções são organizações criminosas movidas pelo lucro do tráfico, e não grupos com motivação ideológica.

Em evento em Sergipe, onde cumpria agenda, o presidente foi duro.

“Eu estive três horas com o presidente [Donald] Trump, entreguei quatro documentos a ele. O senhor Marco Rubio [Secretário de Estado dos EUA] não estava lá, possivelmente porque ele estava preparado para ajudar um filho de bolsonarista que é candidato à eleição no país, que não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria, de ir nos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil”, afirmou.

 👀Veja o vídeo

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A farsa do patriotismo da extrema direita

A classificação imposta pelo governo Trump não ajuda a segurança pública brasileira. Pelo contrário, ela transfere o controle do sigilo e das investigações para a CIA e para os órgãos militares norte-americanos. Isso inviabiliza a cooperação entre as polícias e abre brechas legais para que os EUA apliquem sanções econômicas contra o Brasil ou até mesmo realizem operações militares em nosso território, como já fizeram no Caribe e na Venezuela sob o pretexto do “narcoterrorismo”.

O governo federal deixou claro que o enfrentamento às facções continuará sendo prioridade do Estado brasileiro, mas sem submissão aos interesses de Washington.

Soberania não se negocia com o imperialismo

A resposta do Planalto marca uma linha vermelha contra o intervencionismo. Enquanto o governo Lula defende a autonomia da Polícia Federal e a independência do país, o clã Bolsonaro age como despachante do imperialismo. Acuados pela Justiça e atolados em fraudes financeiras, os falsos patriotas provam que estão dispostos a entregar o território e a economia do Brasil aos Estados Unidos apenas para escapar da cadeia.


Leia a íntegra da Nota Oficial 

O Brasil é uma nação soberana que tem travado combate permanente contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e as demais facções e milícias que praticam o terrorismo nos territórios em que vivem milhões de famílias. Enfrentar essas organizações criminosas com firmeza é, e continuará sendo, prioridade do Estado brasileiro.

O terror causado por essas organizações em comunidades busca obter lucro através do crime, especialmente pelo tráfico de drogas e armas, e não pode ser confundido com o tipo de ação por motivos ideológicos, políticos e religiosos do terrorismo internacional.

A segurança da nossa população é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos. Por falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros.

É deplorável que mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao nosso país.

Aprovamos recentemente uma lei de combate às facções e milícias com penas que chegam a até 80 anos de prisão – a maior prevista em toda a legislação brasileira. O Governo do Brasil conduz o programa “Brasil contra o Crime Organizado”, que combate as facções e milícias desde o seu braço armado nas esquinas até o seu andar de cima.

O crime organizado não respeita fronteiras e seu combate exige ação conjunta. Construímos, ao longo de décadas, parcerias com vários países, inclusive com os Estados Unidos. O Brasil apresentou em 16 de abril deste ano, ao Departamento de Estado dos EUA, uma proposta focada na inteligência e na cooperação internacional que inclui ampliação dos controles sobre a lavagem de dinheiro praticada no exterior e sobre o tráfico de armas enviadas ao Brasil.

Qualquer colaboração internacional para o combate às facções será bem-vinda. Seguimos dispostos a construir soluções conjuntas benéficas aos países envolvidos. Mas não aceitaremos o uso de medidas arbitrárias vindas do estrangeiro como pretexto para atacar a nossa soberania e a nossa economia.

Medidas unilaterais, não negociadas, podem enfraquecer o combate aos criminosos e gerar ações que colocam em risco a vida das pessoas que nada têm a ver com o crime. Podem reduzir a capacidade de compartilhamento de informações entre as polícias. Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o PIX, que incomodam interesses estrangeiros.

Em resumo, trata-se de possível retrocesso no combate ao crime, risco à vida das pessoas e prejuízos econômicos ao país.

A soberania nacional é inegociável. O Brasil rejeita qualquer forma de interferência externa em seus assuntos internos. Quem define como o crime é classificado e combatido dentro do Brasil são os brasileiros, com suas instituições, suas leis e suas forças de segurança.

Governo do Brasil

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