O que era suspeita virou prova material fornecida pelo próprio investigado. O ministro Dias Toffoli confirmou, em nota à colunista Mônica Bergamo, que “faz parte do quadro societário” da empresa Maridt Participações S.A. A confissão é a peça que faltava para transformar o escândalo do Banco Master no provável primeiro caso de destituição de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
A Maridt não é uma empresa qualquer. Ela foi uma das donas do resort Tayayá, no Paraná, empreendimento que recebeu aportes milionários de fundos ligados ao Banco Master — a mesma instituição financeira que Toffoli beneficiou em decisões judiciais monocráticas.
O conflito de interesses confesso
Ao admitir a sociedade, Toffoli implode sua própria defesa. Não se trata mais de “atos de terceiros” ou “negócios de irmãos”. O ministro julgou processos de um banco que injetava dinheiro em seu próprio patrimônio.
Essa admissão cai como uma bomba em três frentes que já se moviam contra ele:
O fim da linha?
A história do STF nunca registrou um impeachment. Mas nunca houve, também, um ministro que admitisse ser sócio de uma empresa no centro de um escândalo financeiro bilionário enquanto canetava a favor dos financiadores. O Caso Master, turbinado pela confissão de Toffoli, desenha o fim de uma era.
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