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Toffoli sócio Maridt Master
Ministro Dias Toffoli, do STF. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
ECONOMIA

Já se fala no impeachment de Toffoli

Ministro diz ser sócio de resort; Senado e PGR fecham cerco inédito

O que era suspeita virou prova material fornecida pelo próprio investigado. O ministro Dias Toffoli confirmou, em nota à colunista Mônica Bergamo, que “faz parte do quadro societário” da empresa Maridt Participações S.A. A confissão é a peça que faltava para transformar o escândalo do Banco Master no provável primeiro caso de destituição de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

A Maridt não é uma empresa qualquer. Ela foi uma das donas do resort Tayayá, no Paraná, empreendimento que recebeu aportes milionários de fundos ligados ao Banco Master — a mesma instituição financeira que Toffoli beneficiou em decisões judiciais monocráticas.

O conflito de interesses confesso

Ao admitir a sociedade, Toffoli implode sua própria defesa. Não se trata mais de “atos de terceiros” ou “negócios de irmãos”. O ministro julgou processos de um banco que injetava dinheiro em seu próprio patrimônio.

Essa admissão cai como uma bomba em três frentes que já se moviam contra ele:

1. A PGR tem a faca e o queijo – O procurador-geral Paulo Gonet, que já havia solicitado à PF o relatório sobre o ministro, agora tem a confirmação do vínculo societário. A investigação deixa de ser sobre “tráfico de influência” e passa a mirar corrupção e lavagem de dinheiro com participação direta do magistrado.
2. O silêncio ensurdecedor do STF – Se os colegas de Corte já diziam nos bastidores que Toffoli “deveria ter se declarado suspeito”, a nota oficial torna a defesa institucional impossível. Nenhum ministro do Supremo colocará a mão no fogo por um par que admite ser sócio de empresa financiada pela parte que julga. O isolamento é total.
3. O Senado e a vaga de Pacheco – A confissão dá o argumento jurídico que faltava para o Senado. O impeachment, antes visto como revanchismo, ganha contornos de “saneamento institucional”. A articulação para entregar a vaga de Toffoli ao senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) deixa de ser especulação e vira a saída honrosa para o sistema se livrar do ministro comprometido.

A história do STF nunca registrou um impeachment. Mas nunca houve, também, um ministro que admitisse ser sócio de uma empresa no centro de um escândalo financeiro bilionário enquanto canetava a favor dos financiadores. O Caso Master, turbinado pela confissão de Toffoli, desenha o fim de uma era.


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