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Liquidação do Banco Pleno
Augusto Lima e Flávia Peres. Foto: Reprodução Twitter
ECONOMIA

Banco de marido de Flávia Peres é liquidado pelo BC

Banco Pleno pertencia a Augusto Lima, ex-sócio e aliado histórico de Daniel Vorcaro

O efeito dominó da crise bancária iniciada com o Banco Master fez uma nova vítima nesta terça-feira (18). O Banco Central (BC) decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno, instituição financeira presidida por Augusto Lima, ex-sócio e aliado histórico de Daniel Vorcaro. A medida confirma os temores do mercado de que a contaminação sistêmica é mais profunda do que o estimado inicialmente, podendo elevar o rombo total do escândalo de R$ 50 bilhões para cerca de R$ 58 bilhões.

A decisão da autoridade monetária ocorre após uma tentativa desesperada — e inútil — de salvamento. Segundo apurações de bastidores, Augusto Lima teria injetado aproximadamente R$ 600 milhões de recursos próprios e de investidores na tentativa de manter o Banco Pleno operante e evitar a intervenção. O esforço, no entanto, não foi suficiente para cobrir o passivo a descoberto e as inconsistências contábeis que ligam a instituição às práticas heterodoxas do Banco Master.

A conexão política em Brasília

A figura de Augusto Lima transcende o mercado financeiro e possui forte trânsito na elite política da capital federal. O banqueiro é o atual marido de Flávia Peres — anteriormente conhecida como Flávia Arruda, quando foi casada com o ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. Flávia foi deputada federal e ministra-chefe da Secretaria de Governo da Presidência durante o governo Bolsonaro e, concorrendo pelo PL, candidata derrotada ao Senado pelo DF nas eleições de 2022.

Essa conexão pessoal reforça a percepção de que o “ecossistema” do Banco Master e suas instituições satélites, como o Pleno, operavam com grande proximidade ao poder político de Brasília, sobretudo da extrema direita, o que pode explicar a longevidade de suas operações mesmo diante de sinais de risco.

O risco para o FGC

Com a liquidação do Banco Pleno, a pressão sobre o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) aumenta drasticamente. O sistema, que já absorveu o impacto monumental da quebra do Master, agora enfrenta a perspectiva de cobrir mais R$ 8 bilhões em prejuízos estimados.

A intervenção do BC sinaliza que a tolerância com as “manobras de sobrevivência” desses bancos acabou. Se antes havia espaço para tentativas de recuperação, agora a ordem é estancar a sangria. Para os investidores e correntistas do Pleno, resta a incerteza; para o mercado, fica o alerta de que a limpeza no sistema financeiro pós-Master ainda está longe de terminar.

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