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Lula contra aumento da gasolina
Pesidente Lula durante visita à fábrica da CAOA, no Setor Industrial, Anápolis - GO. Foto: Ricardo Stuckert/PR
ECONOMIA

Lula mira abuso nos postos e cobra freio nos preços

Presidente diz que guerra não justifica abuso no Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi direto ao ponto: não há justificativa para o aumento do preço do óleo diesel, da gasolina e do etanol no Brasil. Em visita a uma unidade industrial da Caoa, em Anápolis (GO), ele afirmou que a alta do petróleo já foi compensada pelos subsídios do governo federal e que a escalada recente não pode ser empurrada automaticamente para a conta da guerra no Oriente Médio.

“Por isso, estamos com a Polícia Federal e os Procons na rua para pegar todas as pessoas que tiram proveito para prejudicar o povo e os caminhoneiros”, disse o presidente.
A fala ocorre em meio à oscilação dos combustíveis provocada pela guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã. O conflito bagunçou o mercado internacional de petróleo e pressionou sobretudo o diesel, já que o Brasil importa 30% do combustível que consome. Mas Lula fez questão de separar o impacto externo daquilo que considera oportunismo interno.

Guerra lá fora, abuso aqui dentro

“Não vamos deixar a responsabilidade da guerra contra o Irã chegar no preço da alface, da cebola e do feijão que o povo brasileiro come. Não é possível que façam guerra a 15 mil quilômetros de distância do Brasil, e sobre para nós aqui, porque importamos 30% do óleo diesel”, disse o presidente.

Na mesma linha, Lula também atacou o comportamento de quem aproveita a turbulência internacional para aumentar preços sem necessidade.
“A gente criou subsídio e a gente tem a Petrobras para não permitir que o aumento chegue ao consumidor. Mesmo assim, tem malandro no posto de gasolina aumentando a gasolina e o etanol, que não têm nada a ver com a guerra no Irã. E estão aumentando o óleo diesel, mesmo com a gente dando subsídio”, afirmou.

Fiscalização na rua

Diante disso, o governo passou a mobilizar a Polícia Federal e os Procons para identificar abusos. O objetivo é separar a pressão real do mercado da ganância de quem transforma crise internacional em lucro imediato na bomba.

Lula também criticou o impacto político e econômico dessa prática sobre caminhoneiros e consumidores em geral. A alta do diesel pesa no transporte, e qualquer repasse rápido costuma bater de frente com o bolso da população antes mesmo de chegar ao supermercado.

O presidente reforçou ainda que a responsabilidade da guerra não pode ser terceirizada para o consumidor brasileiro. A mensagem é clara: uma coisa é a instabilidade geopolítica; outra, bem diferente, é usar essa instabilidade como desculpa para subir preço de forma oportunista.

No fim, Lula tenta enquadrar o debate como uma disputa entre interesse público e especulação. E o recado, para os postos e intermediários, foi direto: o governo quer rastrear quem está usando a guerra como álibi para arrancar mais dinheiro do povo.

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