Partiu dos EUA ataque que matou 168 crianças no Irã

Imagens provam que Washington mirou área civil de propósito

massacre em escola no Irã
Fumaça sobe após um ataque aéreo em Beirute, Líbano. Foto: ONU

O massacre em escola no Irã, na cidade de Minab, escancarou a face mais cruel e covarde da ofensiva militar promovida por Washington e Tel Aviv no Oriente Médio. Um bombardeio conduzido pelas forças dos Estados Unidos atingiu em cheio a escola primária para meninas Shajarah Tayyebeh, deixando um saldo trágico de pelo menos 168 crianças, professores e funcionários mortos. A atrocidade, ocorrida no primeiro dia dos ataques não provocados contra o Irã, destrói a narrativa ocidental de que a coalizão atinge apenas alvos militares e revela o desprezo absoluto de seus líderes pelo direito internacional.

A autoria do crime de guerra foi confirmada por análises independentes de imagens de satélite e vídeos geolocalizados, publicadas por veículos como o jornal The New York Times e a rede BBC. Os dados provam que o prédio educacional, que possuía quadra de esportes e murais infantis visíveis, foi alvo de ataques de precisão simultâneos aos bombardeios contra uma base naval da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) vizinha ao local. Especialistas militares apontam que a proximidade das crateras e as múltiplas marcas de queimaduras indicam que a área civil foi atingida de forma intencional.

Foto de satélite da Planet Labs PBC mostra a área de uma escola e base da Guarda Revolucionária paramilitar do Irã após o que parece ser um ataque aéreo contra o complexo em Minab.

A hipocrisia e o massacre americano em escola

Diante da barbárie, as respostas da Casa Branca e do Pentágono beiram o cinismo. Enquanto a porta-voz da presidência, Karoline Leavitt, ofereceu declarações evasivas, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, teve a audácia de insistir que as forças americanas “nunca miram alvos civis”.

A retórica de Washington contrasta violentamente com as fileiras de pequenos caixões cobertos com a bandeira iraniana durante o funeral em massa realizado nesta semana, onde pais devastados chamaram os Estados Unidos e Israel de “assassinos de crianças”.

O impacto desse massacre americano em escola reverbera em toda a região, agravando uma crise humanitária sem precedentes. Agências da Organização das Nações Unidas (ONU) alertam que a violência já afeta 16 países, com o aumento vertiginoso de baixas civis e destruição de infraestrutura vital.

O escritório de direitos humanos da ONU exigiu uma investigação sobre o ataque a Minab, classificando-o como um exemplo da “insensatez e crueldade” do conflito, enquanto a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) declarou que o assassinato de alunos constitui uma grave violação do direito humanitário.

Resta saber até quando a comunidade internacional tolerará que o eixo EUA-Israel continue usando bombas de precisão para trucidar crianças sob o pretexto de defesa.

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