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Petrobras autossuficiência diesel
Tancagem de refinaria: o Brasil produz todo o petróleo que consome, mas não tem capacidade de refinar todos os derivados usados no mercado interno. Foto: Freepik
ECONOMIA

Petrobras mira 100% diesel em 5 anos

Ataque EUA-Israel ao Irã eleva preços globais

A Petrobras estuda tornar o Brasil autossuficiente na produção de diesel em até cinco anos, ampliando sua capacidade para cobrir 100% da demanda interna. A decisão ganha urgência no momento em que o ataque da aliança neofascista — liderada por Estados Unidos e Israel — ao Irã eleva os preços globais do petróleo, pressionando a economia brasileira.

Atualmente, o país importa cerca de 17,3 bilhões de litros de diesel por ano — a maior parte da Rússia –, equivalentes a aproximadamente 20% do consumo interno, o que expõe o Brasil ao vai e vém do mercado externo. A presidente da estatal, Magda Chambriard, anunciou a revisão do plano de negócios durante evento sobre energia promovido pela CNN Brasil, em São Paulo, nesta quarta-feira (1º).

O plano original da Petrobras previa alcançar 80% da demanda com expansão de 300 mil barris diários de diesel em cinco anos.

“Estamos revendo isso e nos perguntando se podemos chegar a 100% em cinco anos. Muito provavelmente, porque a Petrobras adora desafios”, afirmou Chambriard.

A meta envolve otimizações em refinarias chave: a Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Ipojuca (PE), passará de 230 mil para 300 mil barris por dia (bpd) com renovações; a Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no RJ, associada ao antigo Comperj (agora Complexo Boaventura), subirá de 240 mil para 350 mil bpd; e as quatro refinarias em São Paulo terão adaptações para priorizar diesel em detrimento de óleo combustível.

“Diesel é o combustível móvel do desenvolvimento nacional. Aumentando diesel, a gasolina vem junto”, destacou a executiva.

O contexto geopolítico acelera a iniciativa. Desde o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro, o preço do diesel S10 (menos poluente) subiu 23% no Brasil até a semana encerrada em 22 de março, segundo o painel da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Guerra da Aliança Neofascista

O barril Brent, referência global, saltou de US$ 70 para acima de US$ 101 (cerca de R$ 520), impactado pelo conflito no Oriente Médio, que concentra produtores e rotas como o Estreito de Ormuz (20% da produção mundial). No dia 14 de março, a Petrobras reajustou o diesel em R$ 0,38 por litro, enquanto o querosene de aviação (QAV) — 30% do custo das aéreas — subiu 55% hoje.

O governo reage com medidas paliativas: zeragem de PIS e Cofins sobre o diesel, subvenção para produtores e importadores, e negociações com estados para subsídio de R$ 1,20 por litro.

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