O Brasil cresceu 1,3% no primeiro trimestre de 2025, segundo o Banco Central. O número é positivo, mas não chega à vida real da maioria. Para Marilane Teixeira, economista da Unicamp, a alta do PIB é importante, mas insuficiente se não houver melhora concreta nas condições de vida do povo. “Crescer é bom, mas esse crescimento precisa virar comida, emprego, acesso e dignidade”, resume.
Ela critica o mercado financeiro por insistir em previsões negativas, apesar dos bons resultados. “Existe tentativa clara de desestabilizar o governo. A dívida está sob controle, mas a Selic alta sufoca o consumo e os investimentos”, afirma. Para ela, a obsessão com a meta de inflação de 3% é irreal. “Comida cara e juros altos não combinam com crescimento justo.”
Mesmo com a inflação baixa, os alimentos continuam pesando no bolso. A economista propõe medidas imediatas: retomar os estoques reguladores, incentivar a agricultura familiar e reorientar políticas públicas para o abastecimento interno. “Sem um Estado forte, o povo continua refém da lógica de exportação e do lucro de poucos.”
Ela lembra que 70% da produção brasileira é consumida internamente. “Se produz mais, o povo tem que ter mais acesso. Mas isso só vai acontecer se enfrentarmos os interesses do rentismo e mudarmos a prioridade econômica do país.”
[PIB sobe, mas o povo sente?]
| Indicador | Situação atual | Impacto na vida real |
|---|---|---|
| Crescimento do PIB | +1,3% no 1º trimestre de 2025 | Pouco efeito na mesa do povo |
| Selic | Alta | Crédito caro e consumo travado |
| Inflação dos alimentos | Persistente | Supermercado continua pesado |
| Estoques reguladores | Inativos | Falta equilíbrio no abastecimento |
| Agricultura familiar | Desvalorizada | Menor produção para o mercado interno |
Fonte: Brasil de Fato






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