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Salário mínimo 2027 Lula
Imagem FLIA (gerada por IA)
ECONOMIA

O que o mínimo de R$ 1.741 significa para a economia do Brasil

2027 terá ganho real de 2,4% acima da inflação

O governo Lula confirmou nesta segunda-feira (24) a projeção de salário mínimo de R$ 1.741 para 2027. O valor será incluído no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) que precisa ser enviado ao Congresso até 31 de agosto. O reajuste nominal é de 7,4% sobre o piso atual de R$ 1.621, com ganho real estimado em 2,4% acima da inflação. A política de valorização do salário mínimo — que reajusta pela inflação mais a variação do PIB de dois anos antes — segue intacta. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, foi direto: “O reajuste está dentro do nosso espírito de privilegiar a população mais carente.”

Isso importa porque cada real a mais no salário mínimo multiplica na economia. O trabalhador que ganhava R$ 998 em 2019 e ganha R$ 1.621 em 2026 não está só ganhando mais reais. Está ganhando mais poder de compra. E o poder de compra, quando chega à base, movimenta tudo: compra comida, e o supermercado contrata repositor. Compra moto, e a indústria bate recorde. Compra passagem, e a aviação registra o maior volume da história. O salário mínimo é o motor do mercado interno brasileiro — e o governo Lula entendeu isso melhor que qualquer outro.

O contexto é de uma avalanche de recordes que destrói a narrativa de caos fabricada pela extrema direita. O mercado formal acumulou 10,1 milhões de novos vínculos de emprego de janeiro de 2023 a junho de 2026 — expansão de 19,1%. O estoque total chegou a 62,8 milhões de trabalhadores com carteira assinada ou concurso público. A taxa de desemprego caiu para 5,4% no segundo trimestre de 2026 — 11 estados ficaram abaixo da média nacional e cinco têm taxa inferior a 3%. O desemprego de longo prazo caiu para o menor patamar da série histórica, iniciada em 2012. A massa salarial atingiu R$ 374,8 bilhões mensais, o maior valor já registrado.

A aviação civil registrou 59 milhões de passageiros em voos domésticos entre janeiro e julho de 2026 — o maior volume desde 2000. A produção de motocicletas teve o melhor julho da história, com 190.794 unidades fabricadas, alta de 36% sobre 2025. O Minha Casa Minha Vida já contratou mais de 2,3 milhões de moradias. O crédito agrícola bateu recorde de R$ 622,4 bilhões para a safra 2026/2027. O PIB cresceu pelo 16º trimestre seguido. O IDH entrou no grupo de muito alto desenvolvimento. Nenhum desses números é isolado. Todos se conectam no mesmo eixo: salário valorizado, consumo aquecido, emprego formal crescendo.

A diferença entre governos é escancarada. O ex-ministro Paulo Guedes defendeu a desvinculação do salário mínimo da Previdência — ou seja, queria congelar o piso e cortar direitos. No governo Bolsonaro, o trabalhador não teve reajuste real, voltou a pagar Imposto de Renda, enfrentou fila do osso e viu o desemprego chegar a 3,5 milhões de pessoas em busca de vagas há dois anos ou mais. O pico absoluto do desemprego de longo prazo foi bolsonarista. O menor patamar é lulista.

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Durigan lembrou que o Orçamento de 2027 chega “sem armadilha” — em alusão ao projeto de 2023, herdado de Bolsonaro, que previa cortes em gastos sociais porque não havia espaço no teto de gastos. O governo Lula ampliou o teto em R$ 168 bilhões e reconstruiu a máquina pública. O INSS, que perdeu quase 50% do quadro de servidores sob Bolsonaro, se recupera. A fila do INSS cai pelo quarto mês seguido.

A extrema direita previu recessão. O povo lota aeroportos, compra moto, conquista carteira assinada e faz história. A Faria Lima chora. Os números não mentem — e quem mente tem medo deles.

A contradição central

Bolsonaro congelou o salário mínimo, desvinculou a Previdência e deixou 3,5 milhões de brasileiros em desemprego de longo prazo. Lula projeta mínimo de R$ 1.741 com ganho real acima da inflação, gera 10,1 milhões de empregos formais e leva o desemprego ao menor nível da história. A diferença não é de gestão. É de projeto de país.

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