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ECONOMIA

TCU contra-ataca, enquadra BC e diz que ‘autonomia não é imunidade’

Em nota oficial, tribunal responde a recurso do Banco Central e afirma que órgão se submete, sim, a controle externo

A guerra entre o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Banco Central sobre a liquidação do Banco Master foi elevada a um novo patamar. Após o BC entrar com um recurso para anular a inspeção em suas dependências, o TCU contra-atacou com uma nota oficial contundente, afirmando que a “autonomia técnica e decisória” do BC não o torna imune ao controle e que ele “integra a administração pública federal”.

A mensagem é um recado direto e público: o Banco Central não está acima da lei.

O confronto se intensificou após o BC apresentar “embargos de declaração” contra a decisão do ministro relator, Jhonatan de Jesus, que determinou a inspeção. No recurso, o BC argumenta que uma medida dessa magnitude deveria partir de uma deliberação do colegiado do TCU, e não de um único ministro.

A resposta do TCU, no entanto, foi além do processo. Em um comunicado publicado em seus canais oficiais, a corte de contas reafirmou seu papel constitucional e buscou desarmar a narrativa de que estaria enfraquecendo o órgão regulador.

“A ação do TCU não é nova, nem excepcional”, diz a nota, que classifica a fiscalização não como uma ameaça, mas como um ato que “reforça a legitimidade institucional das decisões públicas”.

O pano de fundo da disputa

Como a Frente Livre vem noticiando, a ofensiva do TCU se ampara em um “timing” no mínimo suspeito do Banco Central. O órgão vetou uma venda fraudulenta do Master em setembro, mas só decretou sua liquidação mais de dois meses depois, horas após ser informado de que uma nova venda, totalmente privada, estava prestes a ser fechada.

São essas perguntas sobre a demora e a súbita pressa do BC que alimentam a investigação do TCU.

Ao levar a disputa para a esfera pública com uma nota oficial, o TCU não apenas responde ao recurso do BC, mas também se posiciona diante da pressão do mercado financeiro. A mensagem é clara: a investigação sobre o caso Master não é um capricho de um ministro, mas o exercício de uma prerrogativa constitucional que o tribunal não está disposto a abrir mão, independentemente da autonomia do investigado.

A batalha, que começou com uma liquidação controversa e passou por ameaças e notas de apoio, agora é travada com recursos jurídicos e comunicados oficiais. O resultado definirá não apenas o futuro do Banco Master, mas os limites do poder e da autonomia do Banco Central do Brasil.

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