Tarcísio falha e a violência em SP só faz crescer

Política do "bandido morto" não impede recorde de assassinatos

Por Redação com Agência Brasil
violência em SP
Violência em SP cresce sob Tarcísio. Homicídios sobem 11,7% e estupros 7,3% em abril. A política do terror policial falha miseravelmente. Foto: SSP/SP

O governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) colheu, em abril de 2026, os frutos amargos de uma política de segurança pública pautada no confronto direto e no espetáculo da violência. Segundo dados oficiais da Secretaria da Segurança Pública (SSP), o número de homicídios dolosos no estado de São Paulo saltou de 213 em abril de 2025 para 238 no mesmo mês deste ano — um aumento preocupante de 11,7%. O cenário é ainda mais desolador quando olhamos para os crimes sexuais: os estupros cresceram 7,3%, atingindo a marca de 1.225 ocorrências em apenas 30 dias.

A escalada da violência em SP sob a gestão bolsonarista de Tarcísio é o atestado de óbito da tese de que “bandido bom é bandido morto”. Enquanto o Palácio dos Bandeirantes aposta no terror policial e na letalidade como ferramentas de marketing político, a criminalidade real, aquela que tira o sono do trabalhador na periferia, continua avançando sem freios. O foco na letalidade policial, muitas vezes celebrada pela cúpula da segurança, tem se mostrado incapaz de deter a desagregação social que alimenta os índices de criminalidade.

A falácia da bala de prata

O aumento dos homicídios dolosos — quando há intenção de matar — desmascara a narrativa oficial de que a mão pesada do Estado traria ordem. O que se vê é uma polícia cada vez mais voltada para operações de vingança e menos para a inteligência e investigação. O resultado é uma espiral de violência onde o Estado mata mais, mas o crime também mata mais. A política de segurança de Tarcísio e Derrite ignora que a violência é um problema estrutural que não se resolve apenas com fuzil, mas com presença social, educação e uma polícia que respeite a lei e os direitos humanos.

No caso dos estupros, a alta de 7,3% revela a fragilidade das políticas de proteção às mulheres e vulneráveis. Em um estado onde o discurso oficial flerta com o machismo estrutural e o desmonte de redes de apoio, o aumento das agressões sexuais é um sintoma de uma sociedade que se sente autorizada a violentar. A SSP tenta maquiar os números com variações mensais, mas o fato é que o paulista está menos seguro hoje do que estava há um ano.

O corpo estendido no chão e o lucro do medo

A gestão Tarcísio parece acreditar que a segurança se faz apenas com o barulho das sirenes. No entanto, os 238 corpos estendidos no chão em abril mostram que o crime organizado não se sente intimidado pelo “terror policial”. Pelo contrário, a violência institucional muitas vezes serve como combustível para o recrutamento de jovens sem perspectiva, retroalimentando o ciclo que o governo jura combater. A segurança pública em São Paulo virou um balcão de negócios políticos onde a moeda de troca é a vida da população pobre e preta.

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