MST forma militantes em IA inspirado na China

Veja como o MST quer usar a IA a favor dos trabalhadores

Por Brasil de Fato
MST inteligência artificial
Objetivo do curso é capacitar trabalhadores para fazer uso popular da tecnologia. Foto: MST/Divulgação

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizou, nos dias 29 e 30 de julho, o Curso Básico de Inteligência Artificial no Rio de Janeiro. Voltada para militantes e integrantes dos movimentos populares, o curso destinado a 40 participantes buscou desmistificar a tecnologia e capacitar o uso crítico da IA na luta social.

“A IA é uma infraestrutura produtiva fundamental dos nossos tempos, e sem dominá-la coletivamente, seguimos reféns. O avanço chinês nesse setor tem mostrado ao mundo que é possível outro caminho, de desenvolvimento sofisticado, baseado em código aberto, que aposta em colocar as pessoas no centro desse processo. E tem se mostrado bem sucedido”, comenta Carol Cruz, integrante da frente de Tecnologia da Informação (TI) do Movimento.

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Ela acrescenta que para que ocorra a apropriação coletiva da IA pela classe trabalhadora precisa passar pela criação de bibliotecas de prompts populares – as orientações dadas ao serviço de inteligência artificial quando as utilizamos – e colocá-las a serviço da solução de demandas da classe trabalhadora, como a alimentação saudável ou redução da jornada de trabalho com garantia de direitos.

“A técnica não é neutra e nós queremos disputar politicamente isso. Ter ferramentas como a IA no mundo faz parte das mudanças que vivemos e viveremos daqui pra frente, mas a questão é: para quem e para que essa ferramenta vai servir? Nós queremos que elas façam parte das melhorias da vida do povo, reduzindo trabalho para ter mais tempo para se organizar, lutar e para viver”, avalia Renata Menezes, dirigente nacional do MST.

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