Quaest mostra Lula crescendo onde Bolsonaro sempre venceu

Armação contra Lulinha não surtiu efeito esperado pela extrema direita

Quaest Lula Flávio
Em franca campanha pelo fim da escala 6x1, presidente Lula avança nas intenções de voto mesmo em redutos do bolsonarismo. Foto: Ricardo Stuckert

A nova rodada de pesquisas estaduais da Quaest traz um saldo positivo para a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nos redutos onde o bolsonarismo é tradicionalmente mais forte, as vantagens do candidato neofascista Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não são tão grandes quanto se esperava. Nas áreas mais afeitas ao petismo, as diferenças são gigantes. O resultado decepciona a extrema direita, que esperava que o desgaste causado pelo noticiário da grande mídia centrado no “caso Lulinha” surtisse efeito. Não surtiu.

Em São Paulo, Flávio aparece numericamente à frente, com 30%, contra 29% de Lula. A diferença está dentro da margem de erro de dois pontos. Em julho, o senador tinha 34% e o presidente, 30%. Flávio recuou nominalmente quatro pontos. A distância caiu de quatro para um ponto no maior colégio eleitoral do país.

No Rio de Janeiro, reduto eleitoral da família Bolsonaro, Flávio registra 31% e Lula, 29%. Empate técnico. Em Minas Gerais, o senador neofascisa tem 31% e o presidente, 30%. Com Pablo Marçal incluído, Lula sobe e os dois ficam numericamente empatados, com 31%.

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O reduto que racha

O Distrito Federal produz o resultado mais simbólico da rodada. Lula aparece numericamente à frente, com 28%, contra 26% de Flávio. A margem de três pontos determina empate técnico. Em 2022, Jair Bolsonaro alcançou no DF 48% dos votos válidos no primeiro turno. Venceu no DF nas duas últimas eleições presidenciais. Era o único território do Centro-Oeste onde Bolsonaro venceu no segundo turno de 2022. Agora, o filho herda a candidatura, mas o reduto lhe nega os votos. A tendência já havia sido captada no início de agosto, mas só a Frente Livre a noticiou.

A trajetória do PT no Distrito Federal é de crescimento contínuo. Em 2018, Fernando Haddad recebeu 44,87% dos votos válidos no segundo turno. Em 2022, Lula subiu para 48,43%. Um salto de quase 4 pontos em quatro anos. Agora, em 2026, Lula empata tecnicamente com Flávio no primeiro turno. A tendência é clara: o PT avança, o bolsonarismo recua.

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As fortalezas que restam

Paraná e Santa Catarina continuam sendo as fortalezas mais evidentes de Flávio. No Paraná, o senador marca 41%, contra 23% de Lula. Em Santa Catarina, chega a 45%, enquanto o presidente tem 20%. São os dois únicos estados da rodada nos quais o candidato do PL lidera fora da margem de erro. No Rio Grande do Sul, Flávio aparece com 34% e Lula, com 28%. Mas entre as mulheres gaúchas, Lula aparece numericamente à frente, com 29%, contra 28% do adversário.

No Norte, Amapá, Amazonas e Tocantins trazem números favoráveis a Lula. No Amapá, o petista marca 36%, contra 33% de Flávio. No Amazonas, 38% a 35%. No Tocantins, 37% contra 32%.

Flávio Bolsonaro está isolado, sem vice de outro partido, sem coligação e com 20% menos tempo de TV que Lula. O centrão virou-lhe as costas. Restou o apoio do presidente neofascista da Argentina, Javier Milei. Agora, perde até o reduto. A popularidade bolsonarista derrete na velocidade das notícias sobre a ligação com Vorcaro e o Banco Master e até com o eterno suspense sobre um vídeo com conteúdo sexual pairando sobre o filho do golpista Jair Bolsonaro.