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queda do desemprego longo
Chamado desemprego longo, que é como se chama quando uma pessoa está há dois anos ou mais procurando emprego, caiu drasticamente no Governo Lula em comparação com Temer e Bolsonaro. Foto: FLIA (Imagem gerada por IA)
ECONOMIA

Comparando desemprego com Lula, Dilma, Temer e Bolsonaro

IBGE confirma recuperação histórica com recorde de ocupação e renda

O Brasil registrou o menor contingente de pessoas em situação de desemprego de longo prazo desde o início da série histórica do IBGE, em 2012. No primeiro trimestre de 2026, 1,089 milhão de brasileiros estavam há dois anos ou mais em busca de trabalho — uma queda de 21,7% na comparação com o mesmo período de 2025, quando o país tinha 1,4 milhão de pessoas nessa fila. O número representa uma redução de 69% em relação ao pico de 3,5 milhões registrados em 2021, no auge da gestão desastrosa de Jair Bolsonaro durante a pandemia de covid-19.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, divulgada na quinta-feira (14).

A série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) começou em 2012, ainda no governo Dilma Rousseff. Desde então, o Brasil experimentou três gestões com perfis econômicos radicalmente diferentes — e os números do desemprego de longo prazo (pessoas há dois anos ou mais em busca de trabalho) contam uma história cristalina de ascensão e queda.

O pico absoluto da série foi registrado em 2021, no governo Jair Bolsonaro, quando 3,5 milhões de brasileiros estavam há mais de 24 meses tentando uma vaga. O maior contingente da série. No primeiro trimestre de 2026, sob o terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, esse número caiu para 1,089 milhão — o menor patamar já registrado. Uma redução de 69% em relação ao auge bolsonarista.

A tabela abaixo organiza os dados disponíveis por governo

Atributo Detalhes
Governo Dilma/Temer (2012-2016)
Desemprego 2+ anos N/D (série nova)
Taxa média 6,5% a 11,3%
Contexto Crise política e econômica; impeachment; desemprego em alta
Governo Temer (2017-2018)
Desemprego 2+ anos Estimativa elevada
Taxa média 12,3% a 12,7%
Contexto Reforma trabalhista e teto de gastos; desemprego estagnado
Governo Bolsonaro (2019-2022)
Desemprego 2+ anos 3,5 milhões (2021)
Taxa média 9,3% a 13,5%
Contexto Pandemia, negacionismo; maior desemprego da série histórica
Governo Lula 3 (2023-2026)
Desemprego 2+ anos 1,089 milhão (2026 T1) — menor da série
Taxa média 5,6% (média 2025)
Contexto Valorização do salário mínimo; menor desemprego da história
Desemprego de longo prazo (2+ anos) por governo — Brasil, Pnad Contínua/IBGE

Análise comparativa

Governo Temer (2016-2018)

O período temerário foi marcado pela aprovação da reforma trabalhista e pela Emenda Constitucional do Teto de Gastos. A taxa média de desemprego oscilou entre 12,3% e 12,7% — dois dígitos persistentes. O desemprego de longo prazo começou a escalar, reflexo da recessão herdada do processo de impeachment e da falta de políticas ativas de geração de emprego. O mercado de trabalho encolheu, e quem perdia o emprego enfrentava filas cada vez mais longas para se realocar.

Governo Bolsonaro (2019-2022)

O desemprego de longo prazo atingiu seu ponto mais crítico em 2021, com 3,5 milhões de brasileiros há mais de dois anos em busca de trabalho. O número representa o pico absoluto da série histórica. A pandemia de covid-19 agravou um quadro que já era frágil, mas a resposta do governo foi marcada por negacionismo científico, atraso na compra de vacinas e ausência de coordenação federal para mitigar os danos econômicos. O auxílio emergencial, quando veio, foi paliativo e desorganizado. A taxa média de desemprego em 2020 atingiu 13,5%, a maior desde o início da série.

Governo Lula (2023-2026)

A virada é expressiva. O contingente de pessoas há dois anos ou mais desempregadas caiu de 1,4 milhão em 2025 para 1,089 milhão no primeiro trimestre de 2026 — uma redução de 21,7% em um ano e o menor patamar da história da pesquisa. A taxa média de desemprego em 2025 ficou em 5,6%, também a menor já registrada. Os números são resultado direto da política de valorização do salário mínimo, do fortalecimento do mercado interno, da retomada de investimentos públicos e da recuperação do poder de compra da classe trabalhadora.

O recado dos números

A trajetória é clara: o desemprego de longo prazo explodiu durante os governos Temer e Bolsonaro, atingindo o ápice na pandemia mal gerida, e inverteu a curva a partir da política de reconstrução econômica e social do governo Lula. Em três anos, o Brasil saiu de 3,5 milhões de pessoas esquecidas na fila do desemprego para 1,089 milhão — uma queda de 69%.

Resumindo

  • O pico do desemprego de longo prazo (3,5 milhões) ocorreu em 2021, no governo Bolsonaro.
  • O menor patamar da série (1,089 milhão) foi registrado no primeiro trimestre de 2026, no governo Lula.
  • A taxa média de desemprego caiu de 13,5% (governo Bolsonaro, 2020) para 5,6% (governo Lula, 2025).

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