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Votação projeto imóveis BRB
Ibaneis Rocha e Celina Leão na sanção do Plano Diretor de Brasília: Agem como se nada tivesse acontecido. Foto: Renato Alves/Agência Brasília
ECONOMIA

Ameaça de intervenção no BRB apavora Ibaneis

Base aliada tentou tratorar a entrega do patrimônio público

A tentativa do Governo do Distrito Federal (GDF) de liquidar o patrimônio dos brasilienses na calada da noite sofreu seu primeiro revés, expondo o pânico que tomou conta do Palácio do Buriti. O projeto de lei enviado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), que prevê a entrega de 12 imóveis públicos para cobrir o rombo bilionário do Banco de Brasília (BRB) com o Banco Master, não será votado a toque de caixa como o governo planejava.

A expectativa do GDF era usar sua ampla maioria na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) para aprovar o texto já nesta terça-feira (24), sem qualquer debate aprofundado no plenário. A estratégia do “trator” esbarrou na repercussão negativa de rifar áreas públicas valiosas para cobrir fraudes financeiras. Diante do desgaste, o presidente da Casa, deputado Wellington Luiz (MDB), aliado do governador, precisou pisar no freio e marcou apenas uma reunião para discutir a proposta.

O terror nos corredores e a ameaça de federalização

Nos bastidores, o desespero do governo ganhou contornos de chantagem explícita. O líder do governo na CLDF, deputado Hermeto (MDB), passou a atuar como um verdadeiro mensageiro do apocalipse. Ele foi flagrado cochichando no ouvido dos colegas parlamentares uma ameaça clara para forçar a aprovação: se o projeto não passar imediatamente, o Banco Central irá intervir de forma dura ou até mesmo federalizar o BRB.

Essa hipótese causa verdadeira urticária no governador Ibaneis Rocha e em sua base de apoiadores. Perder o BRB para o controle federal significa perder o controle sobre a auditoria, sobre os documentos e, em última escala, sobre a narrativa que a investigação vai tomar. Já há uma investigação aberta sobre Ibaneis no âmbito do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a cargo da ministra Isabel Galotti. O governador contratou para defendê-lo o criminalista Antônio Carlos de Almeira Castro, o Kakay, mais brilhante, mais caro e badalado advogado de Brasília.

A conta do Banco Master

A base aliada sabe que aprovar a entrega de 12 imóveis públicos para cobrir fraudes de banqueiros é um fardo pesado demais para ser carregado num ano eleitoral. O GDF tenta justificar a urgência alegando a necessidade de capitalizar o BRB em ao menos R$ 2,6 bilhões até o fim de março. O que o governo omite é que essa crise foi fabricada pela própria gestão do banco, que mergulhou de cabeça na compra de carteiras de crédito podres do Banco Master.

A manobra na Câmara Legislativa expõe a face mais cruel do escândalo: enquanto os executivos responsáveis pelo desastre financeiro seguem impunes e tentam reescrever a história com jargões corporativos, o governo usa o terror da intervenção do Banco Central para colocar os bens do Distrito Federal no balcão de penhores. A votação foi adiada, mas a chantagem política e a ameaça ao patrimônio dos brasilienses continuam vivas nos corredores da CLDF.


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