Lula anuncia tarifa zero nos fins de semana no país

Ônibus e metrô gratuitos, com dinheiro oriundo das emendas parlamentares

Por Frente Livre
tarifa zero transporte
Movimentação na rodoviária do Plano Piloto, em Brasília. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221, que enterra a escala 6×1, está marcada para esta sexta-feira (16), com a assinatura do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), também presidente do Congresso Nacional. Na mesma sessão solene, será promulgada a PEC 14, que cria aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e agentes de combate a endemias. A conquista histórica para os trabalhadores mal esfriou — e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já dobrou a aposta. Nesta quinta-feira (15), anunciou nova PEC: tarifa zero no transporte público em todos os finais de semana, em todas as cidades brasileiras que tenham transporte coletivo. E, de quebra, encontrou o financiamento: vai tirar das emendas parlamentares.

O povo vai ficar feliz, os deputados estão dando utilidade às suas emendas e a gente vai garantir que valeu a pena o fim da escala 6×1″, disse Lula.

E cravou nas redes: “Conquistamos o fim da escala 6×1 e agora é hora de avançar ainda mais! Vou enviar ao Congresso Nacional uma PEC para garantir passe livre nos finais de semana em todas as cidades brasileiras que tenham transporte coletivo.”

 

 

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O placar da semana

O passo anterior vem do Senado, que aprovou a PEC do fim da escala 6×1 por 75 votos a favor e 1 contra — o do ex-vice-presidente golpista Hamilton Mourão. A vitória da classe trabalhadora foi celebrada pelo senador Humberto Costa (PT-PE): “Apesar das muitas manobras, conseguimos aprovar com a maioria esmagadora e contra o interesse da extrema direita”. E completa: “Foi uma das grandes vitórias que a classe trabalhadora teve no Congresso Nacional”.

Já o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato da extrema direita, demorou quatro horas para entrar na sessão e votou a favor — de casa, sem pisar no plenário. Na véspera, sinalizou a empresários que, eleito, vai revisar a medida.

Lula no Jornal Nacional

Na sabatina do Jornal Nacional, na quinta (15), Lula reafirmou a linha de classe com a sua tese econômica mais popular:

Eu tenho divergência com muitos economistas. Eu tenho uma tese: muito dinheiro na mão de poucos é pobreza; pouco dinheiro na mão de muitos é riqueza. Por isso eu aposto nos pequenos, no trabalhador, no microempreendedor. O que faz a economia do Brasil crescer é a microeconomia, é o dinheiro rodar na mão do povo”, disse.

E garantiu: “Eu vou manter reajuste do salário mínimo acima da inflação.”

Sobre o endividamento, que atinge 81% das famílias, o presidente detalhou o Desenrola 3, com R$ 150 bilhões para comprar dívidas de até R$ 4 mil. E cravou: “Toda vez que alguém quer resolver o problema fiscal, o povo pobre paga. Eu não vou fazer o povo pagar.”

A conquista e o assédio

O cenário que se desenha para 2027 é de um presidente reeleito com respaldo popular, como aponta Humberto Costa, convivendo com um Congresso majoritariamente de direita e extrema direita. A direita já sinaliza que vai tentar reverter a 6×1 e defender o pagamento por hora trabalhada. O placar da semana é do povo — e a eleição de 25 de outubro vai decidir se a conquista fica de pé ou volta para a mesa dos patrões.

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